"Educar sem recompensas nem castigos soa bem e vende livros, mas, como psicólogo, não posso dizer que seja possível educar assim". Quem afirma isso é Alberto Soler, psicólogo com mais de dez anos de experiência no tratamento de crianças e suas famílias.
Ele concilia o atendimento clínico com seu trabalho de divulgador e escritor de livros como 'Filhos e pais felizes' ou 'Crianças sem rótulos'.
É especialista em educação e, em uma palestra do "Aprendemos juntos 2030", afirmou que isso seria o mesmo que dizer que podemos educar sem ficar sérios ou sem sorrir, porque "um rosto sério, quando nossa filha ou nosso filho tem um comportamento inadequado, realmente funciona como um castigo. Um sorriso quando eles fazem algo que nos agrada funciona como um prêmio", afirmou. Ou seja, criar sem castigos nem prêmios é impossível.
A primeira coisa que precisamos entender é que, em nível psicológico, tudo o que fazemos após um comportamento funciona como um reforço, aumentando a probabilidade de que ele se repita no futuro se for bom, ou diminuindo-a se for ruim.
"O que popularmente conhecemos ou chamamos de recompensas e castigos são, na verdade, maus reforços e maus castigos", explica. Basta usar a inteligência emocional em ambos os casos.
Como recompensar uma criança da maneira correta
Há algo que acontece com as recompensas: elas interferem na motivação. Nós, seres humanos, recebemos motivação de duas formas: extrínseca e intrínseca. A primeira vem de fora (ganhar dinheiro, obter reconhecim...
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