A frase do Dalai Lama, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que continua válida mais de 30 anos depois: 'Não temos outra opção a não ser desenvolver um senso de responsabilidade universal'

Em palestra de 1989, o líder espiritual destacou que cuidar dos outros é essencial em um mundo no qual ninguém vive isolado

8 out 2026 - 19h38
Resumo
Ao receber o Prêmio Nobel da Paz em 1989, o 14º Dalai Lama defendeu o desenvolvimento de um senso de responsabilidade universal para garantir a convivência pacífica. Ele destacou que crises globais, como guerras, pobreza e poluição, estão interligadas e afetam a todos. Para o líder tibetano, o caminho para a paz exige reconhecer que todos os seres humanos buscam a felicidade e que ignorar as necessidades alheias em favor de interesses individuais resulta em prejuízos coletivos.
A frase do Dalai Lama, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que continua válida mais de 30 anos depois: 'Não temos outra opção a não ser desenvolver um senso de responsabilidade universal'.
A frase do Dalai Lama, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que continua válida mais de 30 anos depois: 'Não temos outra opção a não ser desenvolver um senso de responsabilidade universal'.
Foto: Reprodução, Crave / Purepeople

Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, tornou-se conhecido mundialmente pela defesa da paz, da compaixão e do diálogo. 

Líder espiritual tibetano, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1989 por promover soluções pacíficas, baseadas na tolerância e no respeito mútuo, para preservar a herança histórica e cultural de seu povo.

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Sua mensagem ultrapassou fronteiras religiosas ao abordar uma questão que diz respeito a todos: como conviver em um mundo no qual nossas escolhas afetam outras pessoas?

Um planeta compartilhado exige cuidado coletivo

Em sua palestra por ocasião do Nobel, realizada em Oslo, em 1989, o Dalai Lama afirmou:

"Não temos outra opção a não ser desenvolver um senso de responsabilidade universal".

Naquele momento, ele explicou que os problemas da humanidade não poderiam ser tratados como acontecimentos isolados. Guerras, poluição, pobreza e violações de direitos humanos estavam conectados e exigiam uma compreensão conjunta.

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Para ilustrar essa dependência, lembrou que um acidente nuclear em um país poderia comprometer a saúde e o sustento de populações distantes. Da mesma forma, a paz em uma região também poderia beneficiar outras.

Reconhecer no outro alguém como nós

O ponto de partida dessa responsabilidade, segundo o líder, era reconhecer que todos buscamos felicidade e procuramos evitar o sofrimento. Ignorar as necessidades alheias para perseguir apenas os próprios interesses poderia prejudicar os outros e a nós mesmos.

Ele também ressaltou que a responsabilidade pela paz não pertenci...

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