Apenas um filme que pode se orgulhar de ter gerado uma expectativa sem precedentes conseguiria vender ingressos exibindo quase nenhuma imagem — e certamente nem metade de um trailer para dar ao público uma ideia de como é a produção. Mas Nolan é um caso à parte.
Os fãs mais fervorosos de "A Odisseia" compraram seus ingressos um ano antes, sem ter visto nada, confiando apenas na palavra de Nolan de que deveriam acreditar em seu "Cavalo de Troia" e em sua abordagem da jornada de Odisseu. Essa demonstração de confiança dos fãs transformou-se na melhor campanha de marketing possível.
Os números
"A Odisseia" arrecadou US$ 124,5 milhões (cerca de R$ 630,3 milhões) em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos e US$ 264,1 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) globalmente — a maior estreia mundial de toda a carreira de Nolan. A Universal investiu US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) na produção e outros US$ 125 milhões (cerca de R$ 632,9 milhões) na promoção global. E, no entanto, quase ninguém que pagou pelo ingresso viu o filme exatamente como Nolan o concebeu.
Vendas antecipadas
A Universal iniciou a venda de ingressos em julho de 2025, doze meses antes da estreia. Em menos de uma hora, as sessões em IMAX 70mm para a noite de estreia esgotaram em grande parte do mundo.
Quase um ano depois, em junho de 2026, a Universal liberou um segundo lote de ingressos para as sessões mais próximas da data de estreia; os sites da AMC e da Fandango — grandes redes de cinema dos EUA — saíram do ar ...
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