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Sylvester Stallone revela que recusou nomeação de Trump ao cargo de 'Embaixador de Hollywood': 'Obrigado e tchau'

O astro de 'Rocky, um Lutador' foi indicado ao cargo pelo presidente dos EUA em 2025, ao lado de Mel Gibson (A Paixão de Cristo) e Jon Voight (Anaconda)

21 set 2026 - 15h09
Resumo
Sylvester Stallone revelou ter recusado a indicação de Donald Trump para o cargo de "Embaixador de Hollywood", soubida pela TV sem consulta prévia. O ator classificou a função como impossível devido à independência dos estúdios. Em contraste, o ator Jon Voight aceitou dialogar com o ex-presidente sobre incentivos fiscais federais para conter a fuga de produções audiovisuais do país, proposta com a qual Trump visa recuperar a indústria de cinema e TV americana.
O ator, roteirista e diretor estadunidense Sylvester Stallone ganhou fama mundial por seus papéis nas franquias de sucesso Rocky

e

Sylvester Stallone
Sylvester Stallone
Foto: Ryan Emberley/Getty Images for Netflix / Rolling Stone Brasil
Rambo

. Em janeiro de 2025, ele foi anunciado por Donald Trump como um dos "embaixadores" que ajudariam a "

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recuperar" o mercado cinematográfico perdido para o exterior

de volta para

Hollywood

, ao lado de

Mel Gibson

(

A Paixão de Cristo

) e

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Jon Voight

(

Anaconda

).

Em entrevista recente ao The Sunday Times, entretanto, Stallone revelou que não foi consultado com antecedência, soube da nomeação apenas pela televisão e rejeitou o cargo logo depois.

O ator, indicado três vezes ao Oscar, relembrou o momento em que descobriu a indicação. "Bem, simplesmente aconteceu. Eu estava assistindo TV uma noite e eles disseram: 'Então Stallone, Mel Gibson e Jon Voight estarão…'", contou Stallone. "E eu pensei: 'O quê?' Eu disse: 'Como assim? Sério?'".

Então, Stallone afirma ter dito ao presidente dos EUA que o cargo de embaixador era uma "missão impossível" e que ele não aceitaria a proposta "se tivessem me convidado desde o início".

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Segundo o astro de Tulsa King, o cargo não funcionaria devido à estrutura independente dos estúdios de cinema estadunidenses nenhum deles aceitaria ordens ou interferências sobre como conduzir seus negócios.

"Hollywood, eu acho, é como um estado feudal", explicou. "Eles têm seus pequenos reinos. Você não chega lá e diz a seis estúdios como fazer as coisas. E Mel Gibson e Jon Voight, nós somos do tipo que fazem as coisas do nosso próprio jeito. Não, isso não vai funcionar."

Stallone acrescentou: "Eu disse obrigado e tchau, porque é uma missão impossível. Hollywood funciona e vai evoluir. É um mundo corporativo, e as pessoas do mundo corporativo não vão querer me ouvir falar sobre finanças."

Propostas de Trump para Hollywood

Embora Stallone não tenha aceitado o cargo, o mesmo não aconteceu com Jon Voight, astro de Perdidos na Noite (1969) e vencedor do Oscar por Amargo Regresso (1978). Trump teria se reunido recentemente com o ator na Casa Branca para apresentar e defender um plano de incentivos fiscais federais para a indústria cinematográfica e de televisão dos EUA.

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O objetivo do plano seria conter a fuga de produções e empregos do setor audiovisual para outros países (como o Canadá) por meio de novos créditos fiscais. Após a reunião, Trump publicou no Truth Social defendendo que democratas e republicanos "trabalhem juntos" em uma legislação para o setor, pois, segundo ele, a Hollywood atual é um "desastre completo e total".

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Voight afirmou que a medida visa criar condições competitivas para gerar uma nova "Era de Ouro" no cinema americano.

"Trazer tudo de volta à sua antiga glória é algo muito importante, porque essa antiga glória é tão brilhante e bela quanto pode ser", defendeu o ator. "Existem pessoas incríveis em Hollywood, assim como existiam na era de ouro — grandes atores, grandes produtores, todas essas pessoas que fazem um filme funcionar. Temos uma oportunidade aqui, temos uma luz no fim do túnel, vai acontecer. Posso imaginar que isso vai explodir quando conseguirmos concluir essa etapa".

Sobre a relação de Trump com o cinema, o ator afirmou: "Mais do que qualquer outro presidente, acho que ele entende a importância da mídia e a influência que ela pode exercer".

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