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Relacionamento De Mentira Vira Romance Em "A Hipótese Do Amor", Novo Filme Do Prime Video

Lili Reinhart e Tom Bateman comandam adaptação de Ali Hazelwood que aposta em química, humor e uma das fórmulas mais populares das comédias românticas.

24 set 2026 - 18h46
Resumo
Disponível no Prime Video, a comédia romântica "A Hipótese do Amor", dirigida por Claire Scanlon e adaptada do livro de Ali Hazelwood, aposta na clássica fórmula do namoro de mentira que vira romance real. Estrelado por Lili Reinhart e Tom Bateman, que interpretam uma doutoranda e um temido professor universitário, o longa conquista pela forte química do casal, ritmo agradável e bom humor. Apesar de previsível, a produção entrega uma trama leve, divertida e muito envolvente.

O filme "A Hipótese do Amor" chegou ao Prime Video em 23 de setembro de 2026 adaptando o livro de Ali Hazelwood, um dos grandes sucessos recentes entre os romances. Dirigido por Claire Scanlon e com roteiro de Sarah Rothschild, o longa tem 1h52 de duração e parte de uma fórmula que qualquer fã de comédia romântica provavelmente já encontrou algumas vezes: duas pessoas começam um relacionamento de mentira e, conforme passam mais tempo juntas, os sentimentos deixam de fazer parte apenas do combinado.

Não existe uma grande tentativa de fugir dessa fórmula, e o filme nem precisa disso para funcionar. "A Hipótese do Amor" sabe aproveitar o humor, o romance e o ambiente acadêmico para construir uma história gostosa de acompanhar. O ritmo ajuda bastante, os 112 minutos passam sem pesar e os melhores momentos aparecem quando Olive e Adam estão juntos. Mesmo sabendo mais ou menos para onde tudo está caminhando, acompanhar os dois até lá continua sendo divertido.

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Imagem: Divulgação/Prime Video
Imagem: Divulgação/Prime Video
Foto: Divulgação/Prime Video / Woo! Magazine

Um beijo impulsivo coloca Olive em um relacionamento de mentira

Olive Smith, interpretada por Lili Reinhart, é uma doutoranda completamente focada na carreira acadêmica. Quando percebe que sua melhor amiga, Anh Pham, vivida por Rachel Marsh, está interessada em Jeremy Langley, personagem de Nicholas Duvernay, ela precisa convencer a amiga de que já superou qualquer sentimento pelo rapaz.

A solução encontrada por Olive está longe de ser planejada. Ela simplesmente beija Adam Carlsen, vivido por Tom Bateman, um dos professores mais temidos do departamento.

A situação inesperada acaba levando os dois a um acordo: eles vão fingir que estão juntos. Cada um possui seus motivos para aceitar a ideia, e aquilo que deveria ser apenas conveniente começa a ficar complicado quando a convivência aumenta. Olive precisa lidar com suas próprias inseguranças e com a dificuldade de confiar nas pessoas, enquanto a relação com Adam vai ficando cada vez menos falsa.

É uma história bastante previsível, principalmente para quem conhece esse tipo de romance, mas isso não atrapalha tanto quanto poderia. O filme encontra graça nas situações criadas pelo acordo e faz o casal funcionar antes mesmo de tentar convencer o público de que existe algo maior entre eles.

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Lili Reinhart e Tom Bateman fazem o casal funcionar

Boa parte do resultado passa por Lili Reinhart. A atriz constrói uma Olive inteligente, divertida, atrapalhada em algumas situações e cheia de inseguranças quando precisa lidar com os próprios sentimentos. O humor funciona bem com ela, principalmente porque a personagem não precisa virar uma caricatura para provocar risadas.

Tom Bateman acompanha muito bem esse ritmo. Adam aparece inicialmente como aquele professor fechado, intimidador e aparentemente difícil de conviver, mas essa imagem vai mudando conforme Olive passa a conhecê-lo melhor. O ator consegue trabalhar essa transformação sem fazer parecer que o personagem simplesmente mudou de personalidade de uma hora para outra.

E é quando os dois estão juntos que "A Hipótese do Amor" encontra seus melhores momentos. Lili Reinhart e Tom Bateman possuem uma química muito boa, seja nas cenas românticas, nas discussões ou nas situações mais engraçadas. Para uma história que depende completamente de o público comprar a relação entre seus protagonistas, isso faz muita diferença.

Rachel Marsh também funciona muito bem como Anh, enquanto Jaboukie Young-White, Nicholas Duvernay e Arty Froushan completam o núcleo acadêmico e ajudam a movimentar a história sem disputar espaço demais com o casal.

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Imagem: Divulgação/Prime Video
Foto: Divulgação/Prime Video / Woo! Magazine

O ambiente universitário combina com a leveza da história

Visualmente, "A Hipótese do Amor" mantém uma identidade simples e agradável. A fotografia de Matthew Clark aproveita laboratórios, corredores, casas e outros espaços ligados à vida universitária para criar o ambiente em que Olive passa boa parte de seus dias.

As filmagens realizadas em Montreal, incluindo cenas feitas em uma universidade real, ajudam bastante nesse aspecto. Algumas externas também foram registradas em Los Angeles, enquanto a história utiliza esses locais para representar Stanford.

O trabalho de produção de Brent Thomas mantém os ambientes convincentes, e a trilha de Laura Karpman acompanha bem o clima do longa. As músicas entram principalmente para reforçar o lado divertido e romântico, sem chamar mais atenção do que as próprias cenas.

A direção de Claire Scanlon segue o mesmo caminho. O filme não tenta transformar uma comédia romântica universitária em algo maior ou mais complicado do que precisa ser. Existe espaço para falar sobre carreira, amizade, insegurança e as dificuldades enfrentadas por Olive, mas o romance continua sendo o centro da história.

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Imagem: Divulgação/Prime Video
Foto: Divulgação/Prime Video / Woo! Magazine

Uma comédia romântica previsível que continua divertida

É muito fácil imaginar onde "A Hipótese do Amor" vai chegar. O relacionamento falso, a aproximação gradual, os sentimentos escondidos e os obstáculos pelo caminho fazem parte de uma fórmula utilizada inúmeras vezes pelo gênero. Ainda assim, previsibilidade não significa necessariamente falta de diversão.

O longa é engraçado, possui um casal principal que funciona e mantém um ritmo agradável durante 1h52. Lili Reinhart e Tom Bateman são os grandes responsáveis por fazer com que situações conhecidas continuem interessantes, e a química entre os dois dá ao romance o envolvimento necessário para segurar a história.

"A Hipótese do Amor" entrega uma comédia romântica leve, divertida e fácil de assistir. Para quem gosta de romances universitários, relacionamentos de mentira e histórias em que duas pessoas demoram um pouco mais do que o público para perceber o que está acontecendo entre elas, o filme encontra no Prime Video um ótimo lugar para ser descoberto.

Publicado originalmente na Woo! Magazine.

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