Após 25 anos do lançamento original no Japão, "One Piece: O Filme" estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026 com dublagem inédita em português. Dirigido por Junji Shimizu e com 51 minutos de duração, o longa resgata o início da saga East Blue, trazendo Luffy, Zoro, Nami e Usopp em busca do tesouro do pirata Woonan contra o vilão Eldorago. A sessão inclui o curta "Carnaval de Dança do Jango" e aposta na nostalgia e no elenco de vozes nacionais como seus maiores atrativos para os fãs.
Lançado originalmente no Japão em 2000, "One Piece: O Filme" chega aos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026, agora em versão inédita dublada em português. Produzido pela Toei Animation e dirigido por Junji Shimizu, o longa representa uma fase inicial da jornada de Monkey D. Luffy e funciona quase como um grande episódio especial do anime.
Com 51 minutos de duração, a produção é curta e direta. A sessão brasileira ganha o extra "Carnaval de Dança do Jango", exibido antes do longa. Para quem acompanha "One Piece" há anos, é interessante retornar a uma época em que a tripulação ainda estava longe da formação conhecida atualmente. Mas será que uma aventura produzida há mais de duas décadas ainda consegue funcionar na tela grande?
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Uma caça ao ouro antes da tripulação completa
A história gira em torno da lenda de Woonan, pirata que teria acumulado aproximadamente um terço de todo o ouro do mundo antes de desaparecer. Quando surge a possibilidade de encontrar sua fortuna, Luffy e seus companheiros entram na disputa contra Eldorago, um pirata perigoso que procura o tesouro e utiliza os poderes de uma Akuma no Mi.
O longa se passa nos primeiros momentos da saga East Blue. Luffy está acompanhado apenas por Zoro, Nami e Usopp, o que deixa a aventura com uma dinâmica diferente da formação atual dos Chapéus de Palha. Sanji ainda não fazia parte oficialmente do grupo nesta altura da história. Sua presença na sessão vem do conteúdo extra exibido antes do filme, algo que pode confundir quem assiste sem esse contexto.
A dublagem brasileira é o grande destaque
Mais de 25 anos depois da estreia japonesa, a principal novidade desta versão está na dublagem. Carol Valença retorna como Luffy, Glauco Marques interpreta Zoro, Tati Keplmair assume Nami e Adrian Tatini dá voz a Usopp. O resultado mantém a identidade que o público brasileiro já conhece nas versões mais recentes do anime.
As vozes funcionam bem juntas e reforçam o humor característico da franquia. Luffy continua espontâneo e exagerado na medida certa, enquanto Zoro, Nami e Usopp preservam as personalidades que tornaram o grupo tão querido. Para quem quis ver os primeiros filmes de "One Piece" oficialmente dublados, existe um valor especial nessa recuperação.
Uma aventura simples, divertida e carregada de nostalgia
Narrativamente, "One Piece: O Filme" lembra mesmo um filler mais longo. A história é independente, apresenta personagens criados especificamente para aquela aventura e não interfere nos acontecimentos principais do anime. Isso torna o longa acessível, embora fãs conhecedores daquela fase consigam aproveitar melhor algumas referências.
Vídeo: Reprodução/Youtube(@ToeiAnimationOfficial)
A animação carrega as características do início dos anos 2000. O traço, as cores e os movimentos são diferentes do que a série apresenta atualmente, mas isso funciona a favor da experiência nostálgica. A trilha de Kōhei Tanaka reforça a identidade clássica da produção, enquanto "We Are!" e "Memories" ajudam a transportar o público para os primeiros anos da animação.
O ritmo é rápido e os 51 minutos passam com facilidade. A busca pelo tesouro alterna ação, humor e pequenos momentos emocionais sem complicar demais sua história.
"One Piece: O Filme" pode não estar entre as histórias mais grandiosas da franquia, mas ganha importância por registrar uma fase específica dos Chapéus de Palha. A nova dublagem brasileira torna o relançamento ainda mais interessante e oferece aos fãs a oportunidade de assistir oficialmente nos cinemas a uma aventura que permaneceu distante das telonas nacionais por décadas.
Publicado originalmente na Woo! Magazine.