É possível dar empate no Oscar? Relembre o que aconteceu em casos raros

Demi Moore, Fernanda Torres e Mikey Madison estão em uma disputa acirrada pelo prêmio de Melhor Atriz na 97ª edição do Oscar, que acontece no domingo (2)

28 fev 2025 - 17h06
(atualizado às 18h44)
Demi Moore, Fernanda Torres e Mikey Madison estão em uma disputa acirrada no Oscar 2025. Mas é possível dar empate? Entenda!
Demi Moore, Fernanda Torres e Mikey Madison estão em uma disputa acirrada no Oscar 2025. Mas é possível dar empate? Entenda!
Foto: Emma McIntyre/WireImage / Rolling Stone Brasil

Em 2025, Demi Moore, de A SubstânciaFernanda Torres, de Ainda Estou Aqui, e Mikey Madison, de Anora, disputam, voto a voto, a categoria de Melhor Atriz na 97ª edição do Oscar, que acontece no próximo domingo, dia 2 de março.

Em um mundo perfeito, as três sairiam com estatuetas de ouro da maior premiação do cinema, algo que não seria totalmente impossível. Como a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável por organizar o Oscar, conta com um quadro de votantes de cerca de dez mil pessoas, o acontecimento é bem raro, mas já aconteceu algumas vezes em quase 100 anos de existência do prêmio.

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E a solução para o "problema" é bastante simples: quando dois indicados terminam a votação de uma cada categoria com a mesma quantidade de votos, ambos são premiados. Na história do Oscar, isso já aconteceu seis vezes e, a seguir, a Rolling Stone Brasil relembra esses empates históricos:

O mais recente

O caso mais recente de empate aconteceu em 2013, quando os filmes A Hora Mais Escura (2012) e 007: Operação Skyfall (2012) empataram na categoria de Melhor Edição de Som - que, posteriormente, foi unificada com a de Melhor Mixagem de Som e se tornou a de Melhor Som, em vigor até hoje.

Na ocasião, o ator Mark Wahlberg leu o resultado do envelope e se mostrou confuso: "E o Oscar vai para… Temos um empate! Não estou brincando: nós realmente temos um empate", declarou. Paul N.J. Ottosson, o editor de som de A Hora Mais Escura, fez o primeiro discurso, seguido por Per Hallberg e Karen Baker Landers, de 007: Operação Skyfall.

O mais famoso

O mais célebre empate do Oscar aconteceu em 1969, quando Katharine Hepburn e Barbra Streisand dividiram o prêmio de Melhor Atriz ao receberem 3030 votos cada. Hepburn foi premiada por sua performance como a Rainha Eleanor de Aquitânia no drama histórico O Leão no Inverno (1968). No entanto, como era um costume da atriz, ela não compareceu à cerimônia.

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Já a cantora Barbra Streisand estreou nos cinemas levando o Oscar por sua atuação como a protagonista Fanny Brice no musical Funny Girl: Uma Garota Genial (1968). Ao contrário da colega, a artista compareceu à cerimônia para receber a sua estatueta de ouro.

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Outros empates

Em 1932, durante a 5ª cerimônia da história do Oscar, um empate aconteceu na categoria de Melhor Ator: Fredric March, por O Médico e o Monstro (1931), e Wallace Berry, por O Campeão (1931), compartilharam o prêmio.

Em 1950, So Much for So Little (1949) e A Chance to Live (1949) levaram o prêmio de Melhor Documentário em Curta-Metragem; em 1987, Artie Shaw: Time Is All You've Got (1985) e Down and Out In America (1985) dividiram a estatueta de Melhor Documentário; e, em 1995, Trevor (1994) e Franz Kafka's: It's a Wonderful Life (1993) compartilharam o troféu de Melhor Curta-Metragem.

Especial de cinema da Rolling Stone Brasil

O cinema é tema do novo especial impresso da Rolling Stone Brasil. Em uma revista dedicada aos amantes da sétima arte, entrevistamos Francis Ford Coppola, que chega aos 85 anos em meio ao lançamento de seu novo filme, Megalópolis, empreitada ousada e milionária financiada por ele próprio.

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Inabalável diante das reações controversas à novidade, que demorou cerca de 40 anos para sair do papel, o cineasta defende a ousadia de ser criativo da indústria do cinema e abre, em bom português, a influência do Brasil em seu novo filme: "Alegria".

O especial ainda traz conversas com Walter Salles, Fernanda Torres e Selton Mello sobre Ainda Estou Aqui, um bate-papo sobre trilhas sonoras com o maestro João Carlos Martins, uma lista exclusiva com os 100 melhores filmes da história (50 nacionais, 50 internacionais), outra lista com as 101 maiores trilhas da história do cinema, um esquenta para o Oscar 2025 e o radar de lançamentos de Globoplay, Globo Filmes, O2 Play e O2 Filmes para os próximos meses.

O especial de cinema da Rolling Stone Brasil já está nas bancas de jornal, mas também pode ser comprado na loja da editora Perfil por R$ 29,90. Confira:

Oscar 2025: Quem vence o prêmio de Melhor Filme? Vote no seu favorito!

  • Ainda Estou Aqui
  • Anora
  • O Brutalista
  • Um Completo Desconhecido
  • Conclave
  • Duna: Parte 2
  • Emilia Pérez
  • O Reformatório Nickel
  • A Substância
  • Wicked

Oscar - Arte 1 de Larissa

Rolling Stone Brasil
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