A banda New Order se apresentou em Versailles na abertura da exposição que celebra os 20 anos do filme "Maria Antonieta", de Sofia Coppola. Presente na aclamada trilha sonora pós-punk do longa cult de 2006, o grupo tocou no Petit Trianon. Em cartaz até janeiro de 2027, a mostra reúne figurinos originais premiados com o Oscar, perucas, fotos de bastidores e cenários recriados nos locais reais de filmagem, destacando a fusão inovadora entre a história monárquica e a cultura pop moderna.
O grupo britânico de pós-punk e synth-pop New Order se apresentou ao vivo no Petit Trianon, em Versailles, ontem, 22. A performance ocorreu durante a festa de abertura da exposição que celebra os 20 anos de Maria Antonieta, icônico longa dirigido por Sofia Coppola.
A banda tem ligação direta com o longa. Em uma sobreposição dos deveres entediantes de uma rainha e a infantilidade que perdura durante a juventude, a trilha sonora do filme é composta por faixas que dão uma leitura punk e divertida à última rainha da França. Além de "Ceremony", faixa do New Order que toca durante a cena de aniversário de Maria Antonieta, canções de grupos como The Cure, Siouxsie and the Banshees e The Strokes integram a trilha.
A exposição Marie Antoinette by Sofia Coppola está aberta desde terça-feira e vai até o dia 24 de janeiro de 2027. Concebida pela diretora e Laurent Salomé, diretor do Museu Nacional dos Palácios de Versalhes e Trianon, o evento também conta com Hélène Delalex, como curadora-chefe e a Cartier como parceira oficial.
No espaço, o público encontra figurinos e perucas utilizados no longa, fotografias de bastidores e desenhos da comida extravagante do filme (via Numéro Art). O Château de Versailles acrescenta storyboards, roteiros anotados e cenários recriados, com trechos do filme exibidos nos ambientes e cenas recriadas nos locais nos quais foram filmadas.
Lançado em 2006, Maria Antonieta recebeu vaias e aplausos no Festival de Cannes e dividiu a crítica especializada. A mescla de músicas e peças de figurino da modernidade com a era monárquica, em adição à trilha sonora rebelde e jovial, fez com que o filme rapidamente se tornasse um clássico cult. O longa recebeu o Oscar de Melhor Figurino (assinado por Milena Canonero) em 2007, e concorreu à Palma de Ouro no mesmo ano.