Conheça os vinhos servidos no Oscar que agora chegam ao Brasil

Desde 2023, quem escolhe o que vai nas taças da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas é a Domaine Clarence Dillon

13 mar 2026 - 15h12

Tem uma cena que acontece todo ano no Oscar e quase ninguém vê: enquanto a câmera foca nos rostos tensos dos indicados e nos aplausos da plateia, por trás dos bastidores corre vinho. Muito vinho. E desde 2023, quem escolhe o que vai nas taças da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas é a Domaine Clarence Dillon, a mesma família por trás do lendário Château Haut-Brion, em Bordeaux.

Neste ano, seis rótulos compõem a carta oficial da cerimônia. Quatro deles chegam ao Brasil pela importadora World Wine. O que isso significa na prática: é possível sentar no sofá, ligar a TV e beber exatamente o que está sendo servido no Governors Ball, a festa oficial pós-cerimônia.

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Os rótulos acessíveis ao público brasileiro são da linha Clarendelle, criada pela mesma equipe enológica do Haut-Brion.

O Clarendelle Blanc 2023 (R$ 299) é um Bordeaux fresco, com Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle, sem madeira, direto e mineral.

O Clarendelle Rosé 2023 (R$ 249) é o tipo de vinho que hoje domina eventos assim — leve, com fruta vermelha e toque cítrico, sem aquela seriedade excessiva que alguns rosés ainda carregam.

O Clarendelle Rouge 2017 (R$ 299), com predominância de Merlot, tem taninos macios e aquele acabamento longo que combina com noites demoradas.

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Suzana Barelli, especialista em vinhos e colunista do Paladar, já provou o tinto e o branco. "São bons exemplos de Bordeaux bem elaborados e com a tipicidade", diz. "Gosto muito do tinto, que consegue unir tanto as notas mais frutadas de um vinho ainda jovem, com uma estrutura de taninos firmes. E do branco também, que é um blend clássico de semillon, sauvignon blanc, e uma pequena porcentagem de muscadelle".

Completa o quarteto o Le Dragon de Quintus 2020, porta de entrada para o Château Quintus, em Saint-Émilion: cor escura, aromas de fruta madura e baunilha, entrada suave e sedosa com notas amadeiradas.

Para quem aprecia vinhos de sobremesa, a lista oficial inclui ainda o Clarendelle Amberwine 2021, um vinho doce bem concentrado, com equilíbrio entre notas florais, frutadas e boa acidez — moderno o suficiente para não pesar.

O único rótulo que dificilmente chegará às mesas brasileiras é o La Clarté de Haut-Brion 2021, reservado aos bastidores mais exclusivos: o espaço onde circulam apenas indicados e vencedores. Delicado, o vinho apresenta aromas de cítricos e flores brancas com um final vivo e luminoso — exatamente o tipo de coisa que combina com quem acabou de ganhar um Oscar.

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