Dirigido por Eduardo Albergaria, o filme "Viver é Melhor que Sonhar" retrata os anos em que Belchior abandonou a fama para viver em anonimato pela América Latina com sua companheira, Edna, contando com o apoio de fãs na estrada. Estrelado por Luiz Carlos Vasconcelos e Isabela Garcia, o longa baseia-se em ampla pesquisa biográfica e estreia em 3 de dezembro de 2026, celebrando os 80 anos do cantor cearense e o cinquentenário do antológico álbum "Alucinação".
Viver é Melhor que Sonhar, longa dirigido por Eduardo Albergaria (Nosso Sonho), parte do capítulo mais enigmático da trajetória do cantor e compositor cearense Antonio Carlos Belchior (1946-2017): os anos em que o artista abandona o patrimônio e a identidade que havia construído ao longo de décadas para cair na estrada ao lado de Edna, seu novo amor. Conheça mais da novidade a seguir:
Qual é a história de Viver é Melhor que Sonhar?
Em vez de reconstituir a trajetória de ascensão de um ícone da música brasileira, Viver é Melhor que Sonhar acompanha o artista no momento em que rompe com a vida que havia construído e se coloca novamente em movimento.
Nas estradas, cidades e fronteiras que atravessam, Belchior e Edna encontram abrigo e ajuda justamente entre aqueles para quem o cantor jamais consegue desaparecer por completo: seus fãs. Reconhecido onde chega, Belchior passa a depender, em diferentes momentos, da solidariedade de pessoas que abrem suas casas e suas vidas para o casal.
Ao lado de Luiz Carlos Vasconcelos e Isabela Garcia, que interpretam Belchior e Edna, o elenco reúne Karine Teles, Augusto Madeira, Lucas Penteado, Nabiyah Be, Márcio Vito, Marina Provenzzano, Lolla Belli e o ator argentino Luciano Cáceres.
Uma história que começa depois do sucesso
A ideia do projeto surgiu há dez anos após a publicação da reportagem "A Divina Tragédia de Belchior", por Marcelo Bortoloti. A partir dela e tomando como ponto de partida a obra Belchior: Apenas um rapaz latino-americano, de Jotabê Medeiros, Eduardo Albergaria, o produtor Leonardo Edde e o roteirista Daniel Dias mergulharam numa investigação sobre os últimos caminhos do artista.
"A trajetória de Belchior poderia render uma cinebiografia clássica: um rapaz abandona a medicina, sai do Ceará, atravessa o país, tem sua música gravada por Elis Regina e se torna um dos grandes nomes da música brasileira. Mas o filme que eu queria fazer começava depois disso: o que acontece quando aquilo que você buscou a vida inteira começa também a aprisioná-lo?", explica Albergaria.
A pesquisa reuniu 78 entrevistas, realizadas no Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Uruguai, além de livros, documentos, imagens e arquivos privados de pessoas que conviveram com Belchior ou acolheram o casal durante aqueles anos.
O livro Viver é Melhor que Sonhar: Os Últimos Caminhos de Belchior, de Chris Fuscaldo e Marcelo Bortoloti, também foi peça importante do processo de pesquisa e desenvolvimento do longa. A partir desta investigação, Albergaria e Dias reconstituem a jornada do artista, partindo do ponto em que ele coloca em questão a própria identidade que levou uma vida para construir.
"Durante muito tempo, quanto mais pesquisávamos sobre a vida de Belchior, mais perguntas apareciam. O filme nos ofereceu uma resposta possível. De repente, uma aventura que parecia não levar a lugar nenhum passou a ter um sentido. E é essa revelação que o filme guarda para o espectador. Uma inesperada resposta ao mistério que mobilizou o Brasil e que certamente interessa aos fãs tomar conhecimento", afirma Albergaria.
Quando estreia Viver é Melhor que Sonhar?
Viver é Melhor que Sonhar chega aos cinemas em um ano simbólico para a trajetória do artista: em 2026, Belchior completaria 80 anos e o álbum "Alucinação", um dos marcos de sua obra, completa 50 anos de lançamento. Com cenas rodadas no Brasil e no Uruguai, o road movie tem produção da Urca Filmes, coprodução da H2O Produções e distribuição da H2O Films, e chega aos cinemas em 3 de dezembro.