Atriz e influenciadora, Fefe Schneider, de 23 anos, revelou que já passou por situações desconcertantes ao longo da carreira. Em entrevista exclusiva ao Terra, ela afirmou que já viveu “os dois lados da moeda” de uma questão latente na indústria: o preconceito contra influenciadores no audiovisual.
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Segundo Fefe Schneider, quando estava no início da trajetória, tentando “dar certo” como atriz, perdeu papéis por não ter seguidores suficientes nas redes sociais. Tempos depois, já com uma carreira consolidada no mercado de influência, afirma ter enfrentado resistência de atores veteranos por ser vista como “personalidade da internet”.
“Apesar de eu ter feito um filme antes de ‘explodir na internet’, vejo que as pessoas me enxergam como uma figura da internet que agora está em filmes, mesmo tendo sido o contrário. Enfim, acho que ninguém é proibido de seguir a profissão. Se a pessoa quer ser atriz, que seja, contanto que sente, estude e foque”, disse ao Terra.
Em seguida, justificou: “O personagem tem que ser estudado, a história precisa ser estudada, você tem que dominar a atuação, saber o básico para conseguir estar ali. Acho que às vezes existe um pushback de atores com DRT contra pessoas da internet porque, de fato, algumas — não todas — acham que é fácil, que atuar é só chegar e falar”.
Apesar da leitura que alguns colegas fazem dela atualmente, Fefe tenta lidar com a situação de forma leve, até porque, como ela mesma diz, já esteve do outro lado e sabe o quanto pode ser frustrante. “Eu já estive dos dois lados da moeda. Antes de viralizar e ter números, fiz um teste, passei. Ficou entre mim e outra menina, e eu perdi o filme porque precisava ter acima de 300 mil seguidores, e eu tinha 50 mil”.
Questionada sobre como lida com essa resistência no cotidiano do audiovisual, demonstrou maturidade.
“Não importa se você é influenciador. Eu tenho meu DRT, eu estudei para isso. Se as pessoas vão olhar e falar que sou uma pessoa da internet, sim, hoje também trabalho com internet. Falo sobre crimes, faço faculdade de criminologia porque me interesso pelo tema, mas meu foco sempre foi ser atriz. O que eu amo é atuar, e vão ter que lidar com isso. Antes eu ficava preocupada com o que as pessoas iam pensar, mas hoje já estamos chutando portas.”
Apesar das situações que enfrentou, ela acredita que o cenário esteja melhorando. “Hoje em dia acho que as pessoas estão aceitando mais quem vem da internet, mas também acho que, se quiserem entrar nessa profissão, precisam estudar. Não é só ter números, porque número não segura talento e qualidade. Não acho que, só porque tenho números, tenho que estar em determinado lugar. Não acredito que seja assim.”
Quem é Fefe Schneider
Fefe Schneider é natural do Rio de Janeiro (RJ) e começou a trabalhar ainda na infância como modelo comercial. Adaptou-se rapidamente ao meio e, assim que possível, tentou migrar para as artes cênicas. Apesar de enfrentar portas fechadas, insistiu e decidiu criar a própria oportunidade.
Na adolescência, fundou o canal no YouTube Deixa Falar. Foram anos de dedicação até que o projeto começasse a ganhar força — atualmente, soma mais de 3,2 milhões de inscritos na plataforma. Com o sucesso na internet, foi convidada para entrevistar celebridades internacionais como Jared Leto, Millie Bobby Brown, Jenna Ortega, Sydney Sweeney e Timothée Chalamet.
Apesar da mudança de rota, nunca abandonou o sonho de atuar. Estudou artes dramáticas na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), escola de onde saíram nomes como Paulo Gustavo, Fábio Porchat, Patrícia Pillar e Flávia Alessandra, e continuou buscando testes para produções audiovisuais.
Em determinado momento, percebeu que a carreira como influenciadora — e a notoriedade que a acompanha — começou a abrir portas também na atuação. Hoje, divide-se entre as duas áreas.
No currículo, além de mais de 4 milhões de seguidores no Instagram, acumula trabalhos como Mamonas Assassinas – O Filme, Mamonas Assassinas – A Série, Avassaladoras 2.0 e projetos previstos para o futuro próximo, como Se Eu Fosse Você 3, Tiros no Escuro e Preto no Branco.