Existem atores que se acomodam desde o início, encontram seu tom, o repetem e se tornam confiáveis para o estúdio, para o público e para qualquer um que queira vender um filme de forma segura. Mas Nicolas Cage nunca foi um desses. Desde jovem, o ator de A Lenda do Tesouro Perdido e Motoqueiro Fantasma já demonstrava aquela energia imprevisível que o caracteriza e a busca por uma forma de fazer algo que não se parecesse totalmente com o esperado.
Em seus primórdios, havia a questão do sobrenome. Cage passou boa parte de seus primeiros anos tentando se distanciar da família Coppola para não carregar o peso de acusações de nepotismo, chegando ao ponto de adotar um nome artístico diferente. De fato, antes de aceitar, ele recusou várias vezes um filme dirigido por seu tio, o lendário Francis Ford Coppola. Não era apenas dizer não a um projeto; era também traçar sua própria linha.
Um filme muito diferente do que associamos a ele hoje
O filme em questão foi Peggy Sue - Seu Passado a Espera, lançado em 1986, uma comédia dramática com toques de fantasia protagonizada por Kathleen Turner e dirigida por Coppola. A história acompanhava uma mulher de 43 anos, à beira do divórcio, que durante uma reunião de ex-alunos acabava viajando de volta à sua adolescência e reencontrando a vida que um dia acreditou ter resolvida.
O papel destinado a Cage era o de Charlie Bodell, o namorado adolescente de Peggy Sue, um personagem que no presente é marcado pela rotina e pe…
Artigo original publicado em AdoroCinema
"Me custou tudo": Diretor de O Poderoso Chefão, Francis Ford Coppola, ainda se arrepende deste filme