O Hospital de Clínicas de Porto Alegre atingiu 388 transplantes em 2026 e supera 11,5 mil cirurgias no histórico, com destaque para os 30 anos do programa hepático. No Rio Grande do Sul, 3.069 pacientes aguardam na fila por órgãos e tecidos, sobretudo rim e córnea. No Dia Nacional da Doação de Órgãos, o hospital lançou a campanha do Setembro Verde para conscientizar as famílias sobre a autorização de doações, focando no futuro e nos planos que os pacientes transplantados ainda têm para viver.
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre já realizou 388 transplantes de órgãos e tecidos em 2026, até 25 de setembro. Ao longo de sua história, são mais de 11.536 procedimentos, resultado de uma estrutura de alta complexidade e de equipes multiprofissionais especializadas em diferentes modalidades de transplante. Entre os programas de destaque está o de Transplante Hepático, que completa 30 anos em 26 de julho e soma 902 transplantes de fígado, sendo 566 em adultos e 336 em crianças.
Os números ajudam a dimensionar a importância da doação. No Rio Grande do Sul, 3.069 pessoas aguardam por um transplante, segundo dados da Central Estadual de Transplantes. A maior demanda é por rim, com 1.482 pacientes, seguida pela córnea, com 1.322 pessoas, e pelo fígado, com 149. A fila por um pulmão tem 98 pessoas, enquanto 18 gaúchos esperam por um coração.
O cenário ganha destaque neste 27 de setembro, Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos. Cada transplante depende de uma rede que envolve identificação e avaliação de potenciais doadores, equipes especializadas, logística e critérios técnicos para definir os receptores. Mas existe uma decisão que antecede todo esse processo: a autorização da família. Por isso, informar aos familiares a vontade de ser doador é fundamental.
Toda vida tem um futuro esperando para acontecer - É nesse contexto que o Clínicas apresentou sua campanha para o Setembro Verde. Criada pela Coordenadoria de Comunicação em parceria com o Serviço de Transplantes, a iniciativa utiliza peças digitais para aproximar o tema da sociedade de uma maneira positiva e humana. Em vez de concentrar a narrativa na doença, na espera ou no procedimento, a campanha pergunta "O que você ainda quer viver?" e apresenta os planos de pessoas transplantadas.
A palavra AINDA representa tudo aquilo que permanece possível: viajar, trabalhar, acompanhar os filhos, conhecer os netos, voltar a praticar um esporte ou simplesmente continuar vivendo. A campanha parte de uma ideia simples: toda vida tem um futuro esperando para acontecer.