Entenda a briga no carnaval do Rio de Janeiro que pode mudar a forma dos desfiles

Atualmente, 12 agremiações fazem parte da elite dos desfiles cariocas

25 mar 2026 - 16h55
(atualizado às 17h05)
Desfile de escola de samba na Marquês de Sapucaí
Desfile de escola de samba na Marquês de Sapucaí
Foto: Reprodução/Instagram/Liesa

A Prefeitura do Rio de Janeiro e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) estão travando uma queda de braço em torno de mudanças para o carnaval de 2027. O atual prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que tomou posse no lugar de Eduardo Paes (PSD), acatou a sugestão de seu antecessor e disse que o Grupo Especial passará a ter 15 agremiações a partir do próximo ano, uma medida que não é consenso com a Liga.

Atualmente, o Grupo Especial do Rio de Janeiro é composto por 12 escolas de samba. Desde 2024, os desfiles acontecem em três dias, cada um com quatro agremiações, na Marquês de Sapucaí. A ideia da prefeitura é subir três escolas da Série Ouro para o Grupo Especial e, dessa forma, as noites de desfile terão cinco escolas cada.

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Essa ideia foi porposta por Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio de Janeiro que deixou o cargo para concorrer ao governo no estado, e acatada pelo sucessor, Eduardo Cavaliere, que tomou posse na última sexta-feira, 20.

Cavaliere abordou as mudanças no carnaval já no discurso de posse. "O maior espetáculo da Terra, o carnaval do Rio, eu acato a sua sugestão, já quero anunciar aqui: o carnaval do Rio terá 15 escolas", disse o prefeito do Rio.

Além do aumento do número das escolas, o critério de escolha das agremiações que subirão para o Grupo Especial também tem causado polêmica. Cavaliere defende a proposta de Paes de que três escolas tradicionais do carnaval carioca, Império Serrano, Estácio de Sá e União da Ilha do Governador, subam para a primeira divisão dos desfiles.

Por outro lado, Gabriel David, presidente da Liese, diz que a classificação das escolas da Série Ouro no carnaval de 2026 deve ser usada como critério de escolha. Dessa forma, as três novas escolas que subiriam para o Grupo Especial seriam Império Serrano, Unidos de Padre Miguel e União da Ilha, respectivamente as segunda, terceira e quarta colocadas. A Estácio de Sá, sexta colocada, ficaria fora.

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"Acredito que a pista tem que ser respeitada. Essa é uma máxima que a gente sempre tem aqui na casa", disse Gabriel David em entrevista ao site Mais Carnaval.

A Liesa debateu a amplicação do Grupo Especial em sessão plenária na última segunda-feira, 23, e argumentou que, caso a Prefeitura do Rio de Janeiro siga com essa alteração, ela deve viabilizar barracões para todas as 15 escolas, o que implicaria na construção de um novo barracão na Cidade do Samba, realizar obras na Cidade do Samba e no Sambódromo e garantir auxílio financeiro para todas as agremiações, com previsão de pagamento.

Diante das discordâncias entre a Prefeitura e a Liesa, Eduardo Paes se pronunciou sobre o assunto em uma publicação compratilhada nas redes sociais, que foi apagada logo em seguida. "Pleitos sempre devem ser bem-vindos por parte das escolas, mas quem decide é o prefeito. Sempre! E o prefeito Eduardo Cavaliere já disse como vai ser ano que vem. Parabéns, prefeito", declarou o ex-prefeito.

Fonte: Portal Terra
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