Buzz Editora recalcula rota, amplia catálogo e projeta crescimento de 35% em 2026

Editora que completa 10 anos anunciou o lançamento de dois novos selos focados nos públicos jovem adulto e infantil e mira expansão no mercado editorial

4 mar 2026 - 05h42

Em 2016, quando fez sua estreia no mercado editorial, a Buzz Editora, criada por Anderson Cavalcante (ex-Sextante e Gente) e Simone Magno se apresentou com a meta de "ser a melhor editora do País". Publicando livros de negócios, autoajuda e desenvolvimento pessoal, projetava faturar R$ 20 milhões já em 2017.

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Dez anos depois, a editora se consolidou no setor, emplacou títulos nas listas de mais vendidos e marcou presença nos principais eventos do mercado. Mas o crescimento não veio sem ajustes - e uma nova mudança está em curso, com a criação de novos selos para ampliar sua atuação.

Mais do que livro técnico

Durante a pandemia, em meio à retração do setor editorial, a Buzz percebeu que precisava recalcular a rota e passar por uma transformação ao constatar que seus leitores buscavam mais do que conteúdo técnico.

A Buzz espera chegar ao fim de 2026 com 330 obras publicadas nesses dez anos
A Buzz espera chegar ao fim de 2026 com 330 obras publicadas nesses dez anos
Foto: Nuno Henrique/Divulgação / Estadão

Segundo Anderson Cavalcante, autor CEO e publisher da Buzz, a editora nasceu "dando voz a temas e propósitos para realmente transformar a vida das pessoas", mas percebeu, durante a pandemia, que as pessoas precisavam de um momento de respiro. "Voltamos, reanalisamos o cenário e nos abrimos para a ficção", conta Anderson, frisando que a essência da editora continuou a mesma: "quando lançamos um livro, esse livro tem que mudar algo na vida das pessoas".

"Foi preciso aprender a equilibrar paixão editorial com sustentabilidade financeira, inovar sem perder a essência e crescer sem renunciar à qualidade", comenta a diretora-executiva Céfara Moraes. "Outro desafio importante foi educar o mercado e o público: mostrar que livro não é custo, é investimento cultural, intelectual e até estratégico", completa a profissional.

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Anderson Cavalcante projeta crescimento de 35% em 2026
Foto: Buzz Editora/Divulgação / Estadão

De acordo com números divulgados pela editora, a Buzz acumula 411 milhões de exemplares vendidos em todos os formatos (físico, e-book e audiolivro). Nos planos recentes estão os lançamentos dos selos Neon, voltado para o público jovem adulto e outro focado no público infantil, ainda sem nome definido.

"Entendemos que a leitura começa cedo. Nossa proposta é criar livros que conversem não apenas com as crianças, mas também com pais e educadores. Histórias com mensagens fortes, sensíveis e atemporais, que criem diálogo, afeto e aprendizado", explica Céfara.

Os dois selos se juntam a outras novidades da editora: o selo Unno, que conversa com executivos, empreendedores e tomadores de decisão que buscam profundidade, reflexão e estratégia; e o selo Luzz, voltado para a espiritualidade e que dialoga com o leitor que busca sentido, equilíbrio e conexão, sem perder profundidade e qualidade editorial.

O diferencial, segundo Anderson, é justamente o foco no propósito das obras lançadas e o projeto gráfico diferenciado. "Uma das coisas que a gente entende é que o texto faz o projeto gráfico, a imagem, crescer, e o projeto gráfico faz o texto crescer. Foi aí que a gente diversificou", conta Cavalcante. "Você não lê um livro da Buzz e sai igual você entrou", reforça o editor. "A pessoa acabou de ler um livro editado pela Buzz, ela tem que ter um pensamento diferente, ou uma visão diferente, ou uma atitude diferente; se a gente não mudar nenhum desses três, a gente errou".

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Bienal do Livro, Joel Jota, Caio Carneiro e mais novidades

Entre 2024 e 2025, a Buzz registrou crescimento de 17%. Para este ano, a meta é maior: crescimento de 35% em relação ao ano anterior e impulsionado pelo aumento no número de lançamentos e pela presença em eventos como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que ocorre de 4 a 13 de setembro.

A editora pretende levar para o evento, onde terá um estande no corredor principal, uma programação pensada para celebrar sua trajetória. Entre as atrações internacionais, o editor antecipa que a ideia é trazer novamente a canadense Carley Fortune, autora de Depois Daquele Verão e Este Verão Vai Ser Diferente.

A Buzz tem no seu catálogo livros bastante conhecidos dos leitores e que já figuraram nas listas de mais vendidos, como Seja Foda!, de Caio Carneiro, O Que é Impossível Para Você, de Marcos Rossi Pena, A Favela Venceu, de Rick Chesther, O Que Realmente Importa, do próprio Anderson, e a aposta internacional A Mulher em Mim, de Britney Spears.

No prelo, Cavalcante adianta a obra Ei, Diabla!, da espanhola Julia de la Fuente, primeiro livro do selo Neon; e novos livros de Flávio Augusto Silva, Joel Jota, Wendell Carvalho, e Caio Carneiro e sua esposa Fabiana - 21 Princípios Para Casais Prósperos. A obra está prevista para abril.

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Para finalizar, a editora deixa um suspense sobre um livro que será lançado em três estádios de futebol em dezembro. Título e autor ainda não foram revelados.

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