Vice de Meloni vai à Bienal de Veneza para 'dar fim à polêmica' russa

Reabertura de pavilhão de Moscou no evento foi alvo de críticas e protestos

8 mai 2026 - 12h29
(atualizado às 13h21)

O vice-premiê da Itália e ministro dos Transportes, Matteo Salvini, afirmou nesta sexta-feira (8) que sua presença na 61ª Bienal de Arte de Veneza visa "colocar fim nas polêmicas" envolvendo a fundação que gerencia uma das maiores exposições de arte do mundo devido à participação da Rússia no evento.

Salvini compareceu ao espaço na Bienal de Veneza conhecido como 'Jardins'
Salvini compareceu ao espaço na Bienal de Veneza conhecido como 'Jardins'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Estou aqui por Veneza e pela Bienal, de modo a mostrar um posicionamento firme e pôr fim a esta controvérsia que não deveria envolver uma entidade extraordinária como a Fundação Bienal", declarou Salvini ao chegar aos Jardins da mostra na capital do Vêneto.

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?Vamos apreciar a arte e os artistas para além das controvérsias, das bandeiras, dos boicotes, porque um dia há um boicote à Rússia, depois [poderá ser] a Israel, depois aos Estados Unidos?, disse o vice premiê italiano, que acredita que ?os artistas americanos, chineses, israelenses ou russos não sejam porta-vozes de conflitos em curso."

O fato de os organizadores do evento terem permitido a participação de Moscou na edição 2026 trouxe diversas críticas do governo de Giorgia Meloni e da União Europeia.

A primeira-ministra da Itália é uma das maiores apoiadoras da Ucrânia na Europa na guerra contra a Rússia.

Em meio a protestos de ativistas, o pavilhão russo foi reaberto no início da semana, mas apenas convidados puderam visitá-lo nos últimos dias.

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O espaço ficará fechado durante toda a Bienal, entre 9 de maio e 22 de novembro, ainda que Moscou possa concorrer ao prêmio conferido pelo voto popular no fim da exposição.

Além da Rússia, Israel, que está em guerra no Oriente Médio, inaugurou hoje seu pavilhão com segurança reforçada. Ativistas pró-Palestina prometeram realizar uma caminhada até o estande de Tel Aviv em protesto pelo massacre na Faixa de Gaza.

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