Pausini diz que 'música é a grande rainha a qual somos fiéis'

Cantora abriu turnê internacional 'Io Canto' na Itália

2 out 2026 - 10h59
(atualizado às 11h10)
Resumo
Laura Pausini iniciou a etapa italiana de sua turnê mundial em Mântua, com cenografia imersiva e repertório que mescla clássicos de sua carreira, faixas raras e tributos a outros cantores. O espetáculo de duas horas e meia celebra sua devoção à música e inclui um manifesto contra a violência feminina. Após rodar as Américas, a artista segue com apresentações pela Europa antes de desembarcar no Brasil em 2027.

A cantora Laura Pausini deu início na noite de quinta-feira (1º) às apresentações na Itália de sua 11ª turnê mundial "Io Canto / Yo Canto Word Tour 2026/2027".

Pausini abriu turnê italiana de 'Io Canto' na Lombardia
Pausini abriu turnê italiana de 'Io Canto' na Lombardia
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O espetáculo, no PalaUnical, em Mântua, na Lombardia, trouxe cenografia e repertório renovados após sua estreia na Espanha e passagens por diversos países das Américas, indo da Argentina, Uruguai, Chile e Peru, até Colômbia, Costa Rica, México e Estados Unidos no primeiro semestre deste ano - o Brasil receberá a artista em 2027.

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"Foram três meses de giro pelo mundo que me deram uma energia incrível", disse Pausini diante do público italiano, antes de acrescentar: "Eu mal podia esperar para trazer este show, que significa tudo para mim, à Europa e, acima de tudo, à Itália".

A cantora também destacou seu amor pela profissão.

"Se dependesse de mim, eu viveria no palco; é o meu habitat natural, e conectar-me com o público e reencontrá-lo ao vivo, ano após ano, é uma necessidade absoluta para mim", falou.

O espetáculo, com duração aproximada de duas horas e meia, foi criado pela artista em parceria com Luca Tommassini, a fim de complementar o repertório com uma cenografia imersiva, que remete a uma fortaleza.

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"Tudo está a serviço da música: a verdadeira rainha a quem somos leais e que vivemos para proteger", pontuou Pausini.

"Sinto uma enorme responsabilidade em relação ao que a música me proporcionou e ao que o público me retribuiu por meio dela.

Meu objetivo continua sendo fazer tudo o que estiver ao meu alcance para merecer o que recebi, entregando-me de corpo e alma no palco", frisou a italiana.

A apresentação foi aberta com "Io Canto", faixa que dá título ao projeto, para, em seguida, alternar entre grandes sucessos de sua carreira com canções pouco tocadas ao vivo, além de faixas em homenagem a outros artistas.

Entre os destaques, Pausini cantou "Ritorno ad amare", "Quanno chiove", "Tra te e il mare" e "Come se non fosse stato mai amore", assim como "Vivimi", "Simili", "Le cose che vivi", "Benvenuto" e "Primavera in anticipo".

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Os maiores sucessos de sua carreira também não faltaram: "Non c'è"; "Strani amori", "La solitudine" e "Incancellabile".

Para os fãs de longa data, a artista dedicou "Ascolta il tuo cuore", "Benedetta passione", "La prospettiva di me", "Seamisai", "Casomai" e "Mi rubi l'anima".

"Montar o repertório da turnê significa equilibrar minha obra, seguindo a história que compartilhei com cada país que me apoiou ao longo dos anos", explicou Pausini, reforçando que a lista de músicas do giro pela Europa inclui seus maiores sucessos, mas também canções menos conhecidas do grande público, "embora sejam muito familiares aos meus fãs, que as pedem".

"Também decidi variar as homenagens a outros artistas de acordo com a cidade onde nos apresentamos", disse a cantora.

A respeito dos álbuns "Io Canto" e "Io Canto 2", Pausini trouxe para o palco as italianas "Ritorno ad amare", de Biagio Antonacci; "Quanno chiove", de Pino Daniele; "Hai scelto me", de Zucchero; e "16 marzo", de Achille Lauro.

Ela também animou o público com os sucessos internacionais "Livin' a Vida Loca'", de Ricky Martin; "La Isla Bonita", de Madonna; e "Oye mi canto", de N.O.R.E.

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Durante o show, a canção "Io sì" foi apresentada com um vídeo e um monólogo dedicados ao tema da violência contra a mulher.

"A violência é um grito abafado que se disfarça de amor; ela se alimenta do silêncio e deixa asas quebradas no chão, sem voz e incapazes de pedir ajuda", diz o texto do projeto, antes de reforçar: "A violência é uma corrente que pode e deve ser rompida, mas só se desfaz se ninguém permanecer invisível. Pare. Quem ama não corta as asas".

Depois de Mântua, Pausini se apresentará em Milão (4, 6 e 7 de outubro), Turim (17 e 18 de outubro), Bolonha (2 e 4 de novembro) e Florença (6 e 7 de novembro), antes de cumprir agenda em outros países europeus até o final do ano. 

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