Nobel de Literatura de 2026 vai para canadense Anne Carson

Poeta e ensaísta foi laureada por 'criar novas formas de literatura'

8 out 2026 - 08h35
(atualizado às 09h08)
Resumo
A escritora canadense Anne Carson, de 76 anos, venceu o Nobel de Literatura de 2026. A Academia Sueca premiou sua obra ousada e inventiva, célebre pela escrita híbrida que une poesia, prosa e ensaio para reinterpretar clássicos gregos sob uma ótica contemporânea, com destaque para livros como "Autobiografia do vermelho" e "Eros, o doce-amargo". A conquista de Carson mantém a alternância entre homens e mulheres na premiação, padrão observado desde 2017.

A Academia Sueca anunciou nesta quinta-feira (8) a escritora canadense Anne Carson como vencedora do Nobel de Literatura em 2026.

Anúncio de Anne Carson como vencedora do Nobel de Literatura
Anúncio de Anne Carson como vencedora do Nobel de Literatura
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo comunicado divulgado pela instituição, a poeta de 76 anos foi laureada "por sua obra ousada e inventiva que, em diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea".

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Ingrid Carlberg, secretária permanente da Academia Sueca, contou que a canadense está na Islândia e ficou "surpresa, mas muito feliz, com a conquista". "Ela teve tempo de me dizer que, neste momento, se encontra na Islândia escutando o vento", declarou.

Nascida em Toronto, em 1950, Carson era presença frequente nas bolsas de apostas para o Nobel e é dona de uma escrita híbrida que mistura poesia, prosa, ensaio e filosofia, frequentemente reinterpretando clássicos gregos e helenísticos sob um olhar contemporâneo.

Seu livro mais conhecido é "Autobiografia do vermelho", um romance em versos no qual recria o mito grego de Gerião, monstro alado exterminado por Héracles (ou Hércules) em um de seus 12 trabalhos.

Na obra, Gerião é repensado como um menino sensível e introspectivo que se apaixona por Héracles, aqui representado como um jovem indiferente e magnético, abordando temas como a dor de um amor desigual, a vergonha de ser diferente e a busca por pertencimento.

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De acordo com a Academia Sueca, "Autobiografia do vermelho" demonstra a "extraordinária habilidade de Carson para dar à tradição literária clássica um sentimento intensamente contemporâneo".

Já em "Eros, o doce-amargo", a canadense rompe as fronteiras dos gêneros literários, misturando ensaio, teoria e poesia para apresentar um panorama sobre as interpretações do amor.

Com a vitória de Carson, o Nobel de Literatura dá sequência à alternância entre homens e mulheres que perdura desde 2017. 

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