Morreu na madrugada deste sábado, 27, o poeta, ensaísta, crítico, tradutor e editor, Alexei Bueno, aos 63 anos. Ele faleceu em sua casa, no Rio de Janeiro. Bueno tratava um câncer, segundo o jornal O Globo. Sua carreira foi reconhecida pelos principais prêmios da literatura brasileira, como duas vezes o Jabuti, APCA, Fernando Pessoa, ABL, Biblioteca Nacional, entre outros.
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Nascido no Rio em 1963, o autor formou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também estudou literatura e filologia, que influenciaram sua produção poética e ensaística. Em quatro décadas de produção, Alexei se destacou pelo rigor formal de sua obra, além do diálogo com a tradição clássica.
Seu último trabalho publicado foi A chave quebrada (2026). Entre suas obras estão Lucernário (1993), Os resistentes (2001), A árvore seca (2006), Anamnese (2016), Cerração (2019), O sono dos humildes (2021), A noite assediada (2022), Naquele remoto agora (2024) e O irrefreável (2025).
Como ensaísta, Alexei publicou obras como Uma história da poesia brasileira (2007) e A escravidão na poesia brasileira: do século XVII ao XXI (2022).
O autor também organizou edições críticas de autores brasileiros e portugueses, como Augusto dos Anjos, Cruz e Sousa, Olavo Bilac, Álvares de Azevedo, Gonçalves Dias, Vinicius de Moraes e Luís de Camões. Como tradutor, foi responsável por edições em português de obras de Gérard de Nerval, Edgar Allan Poe, Pablo Neruda e John Clare.
Ele foi membro do PEN Clube do Brasil e também dirigiu o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) entre 1999 e 2002, além de ter organizado exposições e publicações dedicadas à literatura, às artes e ao patrimônio cultural brasileiro.