Bienal de Veneza poderá sofrer consequências por participação russa, avalia Meloni

Premiê italiana frisou que governo é contrário à decisão da organização

15 abr 2026 - 14h20
(atualizado às 14h57)

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, não excluiu a possibilidade de a Fundação Bienal de Veneza sofrer consequências por sua decisão de permitir a participação da Rússia na 61ª Bienal de Arte.

Veneza receberá 61ª Bienal de Arte de maio a novembro de 2026
Veneza receberá 61ª Bienal de Arte de maio a novembro de 2026
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Existem vários posicionamentos, incluindo os da comunidade internacional, com riscos de corte de financiamento", avaliou Meloni ao ser questionada pela imprensa na terça-feira (14). "Acho que a Bienal deveria levar isso em consideração", acrescentou.

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A premiê também reforçou ser contrária à presença de artistas russos no evento internacional na capital do Vêneto.

"O governo discorda, mas a Bienal é uma fundação autônoma. Mas isso não altera a política externa do país, que é determinada pelo governo, pelo Parlamento e pelo presidente da República", disse Meloni.

Ainda ontem, a União Europeia formalizou à Fundação seu desejo de suspender uma verba de 2 milhões de euros (R$ 11,7 milhões) devido à participação russa na 61ª edição da Bienal, que ocorrerá de 9 de maio a 22 de novembro. 

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