Um novo olhar da psicologia vem mudando a forma como adultos que jogam videogames após os 30 ou 40 anos são percebidos. Antes associados à imaturidade, esses jogadores agora entram no centro de discussões sobre cognição e envelhecimento saudável.
A ideia central é que a prática constante de jogos eletrônicos pode atuar como um tipo de estímulo cognitivo contínuo, ajudando a manter o cérebro mais ativo ao longo dos anos.
Envelhecimento ativo e a reserva cognitiva
A base dessa discussão ganhou força após a Organização Mundial da Saúde trazer o conceito de envelhecimento ativo em 2002, ligado à importância de manter o cérebro estimulado para retardar processos degenerativos.
Essa reserva cognitiva seria uma espécie de "estoque mental", formado ao longo da vida, que ajudaria o cérebro a lidar melhor com o envelhecimento e possíveis doenças neuro degenerativas.
O que a ciência ainda está observando
Pesquisas já indicaram aumentos em áreas do cérebro após meses jogando determinados títulos, como jogos de plataforma em 3D, com destaque para o clássico 'Super Mario 64', frequentemente citado em estudos sobre memória espacial e aprendizado. No entanto, ainda não existem dados conclusivos sobre os efeitos reais na velhice, já que essa geração ainda não chegou aos 70 anos.
A expectativa de especialistas é que, no futuro, seja possível comparar estilos de vida e hábitos digitais com a saúde cognitiva na terceira idade.
O debate continua aberto
Apesar das hipóteses positivas, especialistas reforça...
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