A psicologia aponta: a bagunça em casa pode mexer com o humor e estar ligada à variação do cortisol nas mulheres

Um estudo investigou como as mulheres se sentem em relação à própria casa e encontrou um resultado que vai além da organização dos ambientes

23 set 2026 - 18h25
Resumo
Um estudo publicado na Personality and Social Psychology Bulletin revelou que a percepção sobre a desorganização doméstica afeta o humor e o estresse feminino. Pesquisadoras analisaram a rotina de casais e constataram que mulheres que viam seus lares como bagunçados ou cheios de tarefas pendentes tiveram piora no humor e menor queda noturna de cortisol, hormônio ligado ao estresse. Já aquelas que percebiam a residência como um refúgio relaxante apresentaram melhora emocional e níveis hormonais mais saudáveis.
A psicologia aponta: a bagunça em casa pode mexer com o humor e estar ligada à variação do cortisol nas mulheres.
A psicologia aponta: a bagunça em casa pode mexer com o humor e estar ligada à variação do cortisol nas mulheres.
Foto: Reprodução, NBC / Purepeople

Não é segredo para ninguém que uma casa limpa e organizada costuma tornar a rotina mais agradável. É mais fácil encontrar o que se procura, aproveitar os espaços e descansar sem olhar para a mesa ou o sofá e lembrar de uma tarefa pendente.

Mas será que a forma como enxergamos o lugar onde moramos também tem relação com o que sentimos?

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As pesquisadoras Darby Saxbe e Rena Repetti investigaram essa questão em um estudo publicado na revista Personality and Social Psychology Bulletin. 

Elas analisaram as palavras usadas por 60 pessoas, integrantes de casais em que ambos trabalhavam, enquanto apresentavam suas casas.

Nos dias seguintes, acompanharam o humor dos participantes e a variação do cortisol, hormônio envolvido na resposta do corpo ao estresse.

O que a pesquisa encontrou

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Entre as mulheres, aquelas que descreviam a casa com mais referências à bagunça e a tarefas inacabadas relataram uma piora do humor ao longo do dia. Elas também apresentaram uma queda menos acentuada do cortisol, que normalmente diminui entre a manhã e a noite.

Já entre as que falavam do lar como um espaço de descanso, os relatos de humor deprimido diminuíram ao longo do dia, e a queda do cortisol foi mais pronunciada. O estudo observou, portanto, diferenças no humor e no ritmo diário do hormônio associadas à maneira como elas descreviam a própria casa.

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