Em razão dos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, símbolo da modernização e da fundação de Brasília, quatro livros analisam sua trajetória sob diferentes perspectivas. A seleção abrange a autobiografia do próprio ex-presidente, uma revisão crítica de seu modelo desenvolvimentista por Antônio Claret Jr. e Lucas Berlanza, a investigação de Alex Solnik sobre os indícios de seu assassinato pela ditadura e a obra de Ronaldo Costa Couto sobre o impacto da criação da capital federal.
Juscelino Kubitschek morreu em 22 de agosto de 1976, aos 73 anos, em uma colisão de carro na Via Dutra, no Rio de Janeiro. 50 anos depois, a trajetória do político mineiro continua sendo lembrada como parte de um dos períodos mais marcantes da história do Brasil.
Presidente entre 1956 e 1961, JK ficou associado ao projeto de modernização do País, especialmente pela construção de Brasília e pelo ambicioso Plano de Metas, sintetizado no lema "50 anos em 5".
Veja abaixo quatro livros que investigam a trajetória de Juscelino.
Meu Caminho para Brasília, de Juscelino Kubitschek (três volumes)
Nesta autobiografia, JK apresenta um relato em primeira pessoa sobre sua trajetória política e sobre os acontecimentos que antecederam sua chegada à Presidência da República. A obra permite acompanhar, sob a perspectiva do próprio protagonista, a formação de suas ideias e os desafios enfrentados durante sua carreira pública. O livro também é uma fonte importante para compreender a construção do projeto de Brasília e a visão de desenvolvimento que marcou seu governo.
- Editora: Senado Federal (1.516 págs.; R$ 259)
Juscelino: Uma Crítica ao Desenvolvimentismo, de Antônio Claret Jr. e Lucas Berlanza
Os autores promovem uma desconstrução do mito em torno dos "50 anos em 5", oferecendo uma análise autodeclarada liberal sobre um dos períodos mais romantizados da história brasileira. Longe de ser uma biografia tradicional focada na vida íntima do ex-presidente, a obra disseca a figura pública de Juscelino Kubitschek e o impacto de suas decisões políticas e econômicas.
- Editora: LVM Editora (224 págs.; R$ 64)
O Código 12: As Surpreendentes Revelações sobre o Assassinato de JK pela Ditadura Militar, de Alex Solnik
Em 2026, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos reconheceu que o óbito de JK não pode ser tratado como um acidente comum, classificando-o como morte violenta ligada à perseguição política promovida pela ditadura militar. Em O Código 12, Alex Solnik apresenta um laudo inédito refutando a narrativa oficial de 1976.
- Editora: Matrix (160 págs.; R$ 52)
Brasília Kubitschek de Oliveira, de Ronaldo Costa Couto
Revisita a relação entre o presidente e a construção da nova capital brasileira, projeto que se tornou o maior símbolo de seu governo. A obra inspirou a criação da minissérie JK, da TV Globo.
- Editora: Record (420 págs.; R$ 61)