A Xiaomi apresentou o XRING O3, seu novo processador próprio fabricado em 3 nm voltado para dispositivos de alto desempenho e inteligência artificial. Essa segunda geração de chips consolida a estratégia da empresa de reduzir a dependência histórica de fornecedoras tradicionais como Qualcomm e MediaTek, garantindo maior controle sobre o desenvolvimento e a integração de seus produtos topo de linha.
Quando falamos sobre a evolução dos smartphones, muitas vezes olhamos para as câmeras, as telas ou os novos recursos de inteligência artificial. Mas, por trás de todas essas melhorias, há uma peça que faz a diferença: o processador. Projetar um deles é uma das tarefas mais complexas dentro da indústria tecnológica porque obriga a controlar uma parte crítica do produto que, durante décadas, esteve concentrada nas mãos de um punhado de empresas.
Companhias como Qualcomm e MediaTek foram, durante anos, as principais fornecedoras de chips para fabricantes de Android. A Xiaomi acaba de apresentar o XRING O3, uma nova geração de sua família de chips próprios que reflete até onde chegou sua aposta em conquistar mais controle sobre seus dispositivos.
O caminho até esse novo integrante da família começou em 2025, quando a empresa chinesa apresentou seu primeiro SoC topo de linha desenvolvido internamente. Aquela primeira geração chegou a produtos comerciais como o Xiaomi 15S Pro e o Pad 7 Ultra, demonstrando que a empresa podia dar o salto da integração de componentes externos para o desenvolvimento de uma plataforma própria.
Agora, esta segunda geração aproveita essa experiência e a leva a um terreno mais ambicioso: um chip pensado para seus dispositivos de alto desempenho e preparado para uma etapa na qual a inteligência artificial terá um papel cada vez mais importante.
Xiaomi não quer apenas fabricar celulares
O primeiro número que chama a atenção no novo SoC da Xiaomi está ...
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