O fóssil de um Nanotyrannus, espécie recentemente confirmada e antes confundida com um jovem T. rex, foi leiloado por US$ 47,3 milhões em Nova York. Batizado de Jodi, o exemplar de 67 milhões de anos é um dos três únicos esqueletos quase completos conhecidos. A venda superou as estimativas iniciais e reascendeu críticas de paleontólogos, preocupados com a perda de fósseis raros para colecionadores privados, impedindo o acesso público e universitário a peças históricas valiosas.
O esqueleto de um dinossauro recentemente identificado, que durante muito tempo foi confundido com um jovem Tyrannosaurus rex, foi vendido por US$ 47,3 milhões em um leilão da Sotheby's, em Nova York. As duas espécies viveram no mesmo período geológico, há aproximadamente 67 milhões de anos. A identidade do comprador não foi divulgada.
O exemplar, batizado de Jodi em homenagem à mulher que o encontrou, é um dos apenas três esqueletos relativamente completos de Nanotyrannus conhecidos no mundo.
Segundo a Sotheby's, este foi o primeiro exemplar a chegar ao mercado desde outubro do ano passado, quando cientistas americanos confirmaram a existência do Nanotyrannus como uma espécie distinta. O valor final superou com folga a estimativa inicial, que variava entre US$ 6 milhões e US$ 9 milhões, e ficou próximo do recorde de venda de um fóssil em leilão. Em julho, o esqueleto de um T. rex chamado Gus foi arrematado por US$ 50,1 milhões.
Paleontólogos questionam a venda de esqueletos para colecionadores privados
A venda aconteceu em meio a um debate sobre a comercialização de esqueletos de dinossauros para colecionadores particulares.
Em entrevista à BBC, o paleontólogo Steve Brusatte classificou o leilão de julho como preocupante. "Não conheço nenhum museu ou universidade que pudesse pagar uma quantia dessas", afirmou.
Ele comparou a situação à possibilidade de a Mona Lisa pertencer exclusivamente a uma pessoa extremamente rica, sem ficar exposta ao público. Brusatte ...
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