Impulsionado pela desvalorização do iene e pelas redes sociais, o expressivo aumento do turismo internacional no Japão aqueceu a economia, mas gerou impactos inesperados, como a expansão da indústria do sexo, sobretudo em distritos como Kabukichō, em Tóquio. Essa reinvenção da prostituição local em meio ao fluxo de visitantes reacendeu debates sobre a urgência de atualizar a legislação vigente no país, que remonta à década de 1950 e se mostra defasada para lidar com o cenário atual.
O Japão está na moda. Principalmente entre os estrangeiros que planejam suas férias. A fraqueza do iene e o apelo do destino, amplificado pelas redes sociais, encheram o país de visitantes, gerando um negócio milionário e tornando a convivência com a população local mais tensa. Tóquio, Kyoto, Osaka, Nagoya e as demais cidades japonesas despertam tanta atenção que o país, surpreendentemente, está conseguindo contornar a crise que assola o mercado chinês, graças ao aumento de turistas vindos do restante da Ásia, da Europa e das Américas.
Esse boom turístico não se faz sentir apenas nos hotéis, nas encostas do Fuji e nos izakayas. Seu crescimento também está afetando um negócio controverso: a indústria do sexo.
Justin McCurry é um experiente repórter que costuma escrever sobre o Japão em veículos como o The Christian Science Monitor e o The Guardian. Na terça-feira, publicou neste último jornal uma reportagem na qual alerta para um fenômeno que já abriu um debate interessante e delicado no país: como regulamentar a prostituição. O Japão tem leis que tratam do tema, mas a principal norma de referência data da década de 1950 e tudo indica que, em pleno crescimento do turismo estrangeiro, a prostituição japonesa está se reinventando. Isso é perceptível, sobretudo, no distrito noturno de Tóquio.
Um passeio pelo "bairro da luz vermelha"
Assim como muitas outras capitais do planeta, Tóquio tem seu próprio "bairro da luz vermelha": Kabukichō, um distrito famoso por sua vida noturna, ...
Matérias relacionadas
China vive explosão de sua bolha de IA, gerando preocupação no Ocidente