A Procuradoria de Taiwan denunciou indivíduos, incluindo funcionários locais da Nvidia e da Super Micro, por um esquema de exportação ilegal de servidores de IA para a China. O grupo teria burlado controles internacionais ao desviar 130 servidores equipados com chips Nvidia B300 que, oficialmente, seriam destinados a um data center taiwanês. O processo atinge diretamente as pessoas físicas envolvidas, e não as fabricantes, visando punir a violação das regras de restrição tecnológica.
Os chips de IA de última geração não percorrem uma linha reta desde uma fábrica até um cliente. Eles são projetados em um país, fabricados ou encapsulados em outro, acabam integrados a servidores e depois passam por distribuidores, data centers e compradores finais. Nesse percurso, entram em cena controles de exportação, declarações de uso e verificações destinadas a impedir que determinada tecnologia chegue a destinos restritos.
O caso que acaba de vir à tona em Taiwan mostra o que acontece quando, segundo os promotores, várias dessas barreiras são contornadas de dentro. A Procuradoria do Distrito de Keelung, em Taiwan, abriu acusações contra nove pessoas, sendo que oito estariam ligadas a um suposto esquema para exportar ilegalmente servidores de IA de alto desempenho (entre elas um funcionário da Nvidia Taiwan e dois da Super Micro Taiwan). O nono acusado aparece em outro braço relacionado ao suposto esvaziamento patrimonial de uma distribuidora, no qual dois dos outros oito também são acusados.
São acusações contra pessoas específicas, não contra a Nvidia ou a Super Micro como empresas.
Como funcionava o esquema
Segundo a Procuradoria, o pedido compreendia 130 servidores da Super Micro equipados com tecnologia B300 da NVIDIA e deveria terminar, no papel, em um data center alugado em Taiwan. A documentação de usuário final indicava que os equipamentos seriam instalados ali e não seriam re-exportados, o que seria uma violação aos controles aplicáveis.
Os investigadores ...
Matérias relacionadas