Em conflitos modernos, alguns sistemas militares operam a velocidades superiores a Mach 5 e são capazes de distinguir alvos em pleno voo sem emitir um único sinal, guiados unicamente pelo calor que detectam a centenas de quilômetros de distância. Essas tecnologias, projetadas para serem invisíveis e praticamente irrecuperáveis, raramente deixam vestígios quando falham.
Mas quando deixam, representam um perigo devido ao que revelam.
A descoberta
Alguém na Síria encontrou algo completamente inesperado no deserto e publicou um vídeo nas redes sociais: nada menos que um dos "olhos" secretos do sistema antimíssil mais avançado de Washington, um componente-chave do sistema THAAD que raramente deveria aparecer fora de ambientes altamente controlados.
A descoberta, supostamente no sudoeste do país, perto de áreas onde as baterias americanas operam em Israel e na Jordânia, mostra não apenas o sensor infravermelho, mas também partes substanciais do interceptor em um estado surpreendentemente intacto, indicando uma falha durante uma interceptação em meio à guerra regional e transformando o que deveria ter sido um processo invisível em um evento tangível, registrado e potencialmente explorável.
Como funciona o "olho" do THAAD
O componente encontrado não é apenas um fragmento, mas sim o sistema que permite ao interceptor "enxergar" seu alvo: um sensor infravermelho avançado que guia o chamado veículo de destruição após sua separação do foguete propulsor e o descarte de sua carenagem frontal.
...
Matérias relacionadas