Samsung lança celular dobrável com tela maior e sobe preços por aumento nos custos de chips

22 jul 2026 - 11h38

A Samsung Electronics lançou nesta ‌quarta-feira um celular dobrável do tamanho de um passaporte e aumentou os preços de dois modelos dobráveis atualizados, enquanto enfrenta o aumento dos preços dos chips de memória e se prepara para uma nova ameaça da Apple nesse segmento, que está em crescimento.

A empresa de tecnologia sul-coreana foi pioneira em ⁠smartphones dobráveis, mas seu domínio deve ser desafiado pela Apple, que, segundo analistas, ‌deve lançar ainda este ano um celular dobrável com tela de tamanho semelhante ao do iPad mini.

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"Estrategicamente, este é um dos lançamentos de aparelhos ‌dobráveis mais importantes da Samsung", disse Francisco Jeronimo, ‌vice-presidente da empresa de pesquisa IDC. "A Samsung precisa defender a categoria ⁠que criou, e é por isso que não pode jogar pelo seguro."

A Samsung lançou três modelos dobráveis da linha Galaxy Z, equipados com a inteligência artificial Gemini, da Alphabet, em um evento em Londres.

O preço do Galaxy Z Fold8, do tamanho de um passaporte e com uma tela mais ampla voltada ‌para usuários que assistem a muitos vídeos, foi fixado em US$1.899. Os preços ‌do Galaxy Z Fold8 ⁠Ultra, modelo premium, ⁠e do Flip8, no estilo concha, aumentaram em US$100 em relação aos modelos anteriores, passando ⁠para US$2.099 e US$1.199, respectivamente.

A Samsung ‌provavelmente aumentará sua participação no ‌mercado global de smartphones em 2026, embora o mercado geral deva sofrer uma contração recorde de 14%, em parte devido à escassez de chips de memória, segundo previsão da IDC. As vendas de aparelhos dobráveis, ⁠por outro lado, devem crescer 20%, afirmou a IDC.

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Alguns analistas esperam que a divisão de celulares da Samsung registre seu primeiro prejuízo trimestral entre abril e junho, já que o aumento dos preços dos chips reduz as margens de lucro, mesmo que isso ‌eleve as margens do negócio de chips da Samsung a níveis recordes.

A memória e o armazenamento representam mais de 60% dos custos com materiais em ⁠smartphones econômicos e mais de 30% em modelos premium, segundo dados da Omdia.

"A memória representa uma parcela muito menor da lista de materiais em um aparelho acima de US$1.500 do que em um celular de gama média, portanto, há mais margem para absorver (os preços mais altos dos chips) na faixa de ponta", disse o analista sênior da Omdia, Sheng Win Chow.

"A questão mais difícil é o que justifica o preço. Uma tela maior, por si só, não é mais suficiente", disse.

Em termos de poder de processamento, o Fold8 e o Fold8 Ultra utilizam o processador mais recente da Qualcomm, enquanto o Flip8 usa um chip da Qualcomm ou o chip Exynos, da própria Samsung, dependendo do mercado.

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