Revolut abre mão de Claude Code e Codex e coloca 2.000 engenheiros para trabalhar com GLM 5.3: sua conta de IA agora é dez vezes menor

Cada vez mais empresas apostam em modelos de pesos abertos auto-hospedados: o Revolut deixa Claude e Codex apenas para exceções e adota o modelo da chinesa Z.ai.

7 nov 2026 - 08h41
(atualizado às 09h18)
Resumo
O banco digital Revolut adotou o modelo de IA GLM, da chinesa Z.ai, como assistente padrão de programação para seus 2.000 engenheiros, substituindo ferramentas da Anthropic e da OpenAI na rotina diária. Hospedada em servidores próprios, a tecnologia aberta garantiu maior privacidade de dados e reduziu os custos com IA em cerca de 90%. Agora, soluções proprietárias como Claude Code e Codex são reservadas apenas para tarefas altamente complexas e sob restrição orçamentária.
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Foto: Xataka

O Revolut transformou o GLM, modelo de IA de ponta da chinesa Z.ai, no assistente de programação padrão para seus cerca de 2.000 engenheiros. De acordo com David Abitbol, diretor de operações e infraestrutura de IA da fintech, as ferramentas da Anthropic e da OpenAI agora ficam reservadas exclusivamente para as tarefas mais complexas.

Os modelos locais e auto-hospedados evoluíram muito em apenas dois anos. As opções mais avançadas já realizam tarefas antes consideradas impensáveis, com o benefício extra de serem mais baratas e manterem todos os dados processados internamente. O Revolut agora aposta neles para a rotina diária, acompanhando um movimento que ganha força em diversas empresas de tecnologia.

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Durante a conferência GTC da Nvidia em Berlim, Abitbol revelou que a empresa gasta hoje aproximadamente um décimo do valor cobrado por modelos de fronteira equivalentes. Um marco significativo para um banco digital que reúne mais de 80 milhões de clientes no mundo todo.

De acordo com o executivo, os desenvolvedores da equipe dependiam fortemente do Claude Code, da Anthropic, e do Codex, da OpenAI. Agora, eles trabalham principalmente com o GLM, um modelo de pesos abertos com parâmetros públicos, executado na própria infraestrutura de servidores da companhia. Abitbol destaca que as ferramentas proprietárias de fronteira continuam acessíveis, mas apenas como recurso secundário, voltado a problemas de alta complexidade e sob um orçamento restrito.

Segundo a apresentação de Abitbol, a ...

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