Quando o Vesúvio entrou em erupção há quase 2 mil anos, devastou as cidades de Pompeia, Herculano e Estábia, semeando caos e morte por toda a região. Também nos deixou um retrato macabro de como era a vida nas vilas romanas no século I d.C., uma imagem preservada sob camadas de cinzas vulcânicas. Entre elas, séculos atrás, arqueólogos encontraram a "Vila dos Papiros", uma biblioteca localizada em Herculano com centenas de papiros antigos. Um sonho para historiadores.
O problema é que seus pergaminhos foram queimados, reduzidos a cilindros enegrecidos aparentemente ilegíveis. Aparentemente. Graças à tecnologia, conseguimos ler um papiro inteiro sem desenrolá-lo.
Viagem a 79 d.C.
Não sabemos exatamente em que mês o Vesúvio entrou em erupção (sempre acreditamos que foi em agosto, mas estudos recentes sugerem que poderia ter sido no outono ou até mesmo no inverno do hemisfério norte). O que sabemos é que, em 79 d.C., o vulcão na Campânia desencadeou o caos na região, expelindo uma chuva de cinzas que destruiu as cidades vizinhas de Pompeia, Estábia e Herculano.
Quando os arqueólogos começaram a escavar entre as ruínas desta última cidade romana, no século XVIII, tiveram uma surpresa: descobriram papiros e mais papiros, por volta de 1800. Os restos de uma antiga biblioteca repleta de obras do filósofo epicurista Filodemo de Gadara e de outros autores, uma fonte inestimável de textos sobre sabedoria antiga, poesia, prosa… O problema é que grande parte desse tesouro bibliográfico estava...
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