Para reforçar sua defesa contra mísseis da China, Coreia do Norte e Rússia, o Japão está construindo dois navios gigantes do sistema ASEV. Com 12.000 toneladas, 189 metros de comprimento e 128 células de disparo, as embarcações estão entre as maiores do país desde a Segunda Guerra Mundial e substituem a ideia original de bases terrestres. O primeiro navio começou a ser produzido em 2025 e deve operar até março de 2028, enquanto a segunda unidade será integrada à frota naval no ano fiscal seguinte.
O Japão precisava reforçar urgentemente o seu escudo defensivo em uma região onde China, Coreia do Norte e Rússia acumulam mísseis balísticos, de cruzeiro e hipersônicos cada vez mais avançados. Após cancelar a instalação de baterias terrestres do sistema Aegis Ashore, Tóquio encontrou uma solução muito mais impressionante: transferir essa verdadeira muralha de proteção para o mar, na forma de duas feras de 12.000 toneladas, 189 metros de comprimento, radares gigantescos e mais células de disparo do que um contratorpedeiro norte-americano da classe Arleigh Burke.
Um verdadeiro monstro marinho
O primeiro dos dois Aegis System Equipped Vessels (ASEV) já está ganhando forma nos estaleiros da Mitsubishi Heavy Industries, em Nagasaki, e promete ser um dos maiores navios de combate de superfície do Japão desde a Segunda Guerra Mundial. A embarcação conta com cerca de 189 metros de comprimento, 25 metros de largura (boca) e 12.000 toneladas de deslocamento padrão. Para se ter uma ideia dessa escala, os atuais contratorpedeiros da classe Maya — até então entre os maiores do país — deslocam cerca de 8.200 toneladas e medem aproximadamente 170 metros.
A construção do primeiro gigante começou em julho de 2025, e o governo japonês planeja colocá-lo em serviço antes do término do ano fiscal de 2027 (março de 2028). Já a segunda embarcação, iniciada em Yokohama em fevereiro de 2026, deve ser incorporada à frota durante o exercício fiscal seguinte.
Tudo começa em terra firme
A origem desses ...
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