Acusada nos EUA de criar recursos viciantes para jovens, a Meta aceitou pagar US$ 18 bilhões em acordo. Em depoimento, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, admitiu que as ferramentas de segurança para adolescentes não são "soluções mágicas" e têm pouca eficácia na redução do tempo de tela. Documentos internos e executivos da empresa confirmaram que essas funções dependem de ativação manual, o que limita amplamente a adesão dos adolescentes aos mecanismos de proteção da plataforma.
A Meta voltou ao banco dos réus nos EUA. A acusação: projetar funções viciantes para prender crianças e jovens à sua plataforma. Embora a Meta negue as acusações, aceitou pagar US$ 18 bilhões para chegar a um acordo e evitar ser julgada. No âmbito desse litígio, Adam Mosseri, o principal responsável pelo Instagram, subiu ao banco das testemunhas e acabou admitindo que uma coisa é ter ferramentas de segurança e outra é que elas sirvam para alguma coisa.
Segundo o The New York Times, na última terça-feira, Adam Mosseri testemunhou perante o Tribunal Distrital de Oakland, tornando-se o primeiro alto executivo da empresa a depor. O advogado da acusação mostrou documentos internos da Meta nos quais as ferramentas de segurança para adolescentes eram descritas como "testes" que "não eram eficazes para reduzir comportamentos problemáticos". Mosseri reconheceu que determinadas funções de proteção não têm efeito sobre a frequência ou o tempo de uso por parte dos adolescentes. "Não existem soluções mágicas para problemas como esse", admitiu durante seu depoimento.
Na mesma sessão, também testemunhou Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram. Ele reconheceu que funções como "Faça uma pausa" e o modo silencioso foram lançadas como opções que o usuário precisa ativar por conta própria. O advogado da acusação perguntou diretamente se ele entendia que, por não serem automáticas, menos adolescentes as usariam, e Fogu assentiu. É o outro lado da frase de Mosseri: é verdade que ...
Matérias relacionadas
A estratégia da Huawei para fazer com que a China deixe de depender dos EUA em chips de ponta