Na Noruega, trabalha-se pouco, mas produz-se muito, o que causa estresse; a Geração Z encontrou a solução: a semana de quatro dias

Noruega já havia otimizado tempo de trabalho com semanas de 33,6 a 37,5 horas Agora, essa geração está optando por semana de trabalho de quatro dias para manter salário e produtividade, trabalhando menos horas

8 abr 2026 - 14h07
(atualizado às 17h26)
Foto: Xataka

Na Noruega, sair do escritório às três ou quatro da tarde não é um privilégio nem uma exceção: é o horário padrão para milhões de trabalhadores. De acordo com a Pesquisa Norueguesa sobre a Força de Trabalho, a jornada padrão na Noruega é de cerca de 37,5 horas, distribuídas em turnos de 7,5 horas, enquanto a média real é de cerca de 33,6 horas, colocando o país entre as economias desenvolvidas com a menor jornada de trabalho.

No entanto, mesmo com esse ponto de partida invejável, a Noruega questiona se a semana de trabalho de cinco dias ainda faz sentido. A resposta aponta para uma semana de quatro dias, não como utopia, mas como experimento contínuo apoiado por dados científicos.

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Um país que trabalha pouco e produz muito

No mercado de trabalho norueguês, a ideia predominante é trabalhar com eficiência dentro de um horário definido. Como Carla, uma espanhola residente na Noruega, descreve em um de seus vídeos do TikTok: "A maioria dos noruegueses tem o meu horário de trabalho perfeito, das 8h às 16h, porque isso lhes dá bastante tempo para atividades à tarde e para passar tempo com suas famílias."

Longe de prejudicar a economia, esse compromisso com o equilíbrio entre vida profissional e pessoal coexiste com alguns dos mais altos níveis de produtividade por hora trabalhada na Europa. Segundo dados da OCDE, os trabalhadores noruegueses acumulam 1.412 horas de trabalho por ano, em comparação com a média da OCDE de 1.740. Enquanto isso, a taxa de desemprego em 2025 foi projetada em ...

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