Há um motivo para a China não lançar mísseis nucleares de seu submarino mais perigoso, mas ela acaba de quebrar essa regra

Isso também confirma que Pequim está disposta a usar testes militares como mais uma ferramenta de dissuasão política e estratégica

13 jul 2026 - 09h07
(atualizado em 14/7/2026 às 08h46)
Imagem | PLA
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Foto: Imagem | PLA / Xataka

A maior força de um submarino nuclear não é seu poder de fogo, mas sim o fato de ninguém saber sua localização. Essa capacidade de permanecer oculto por meses tornou essas embarcações o pilar mais importante da dissuasão nuclear desde a Guerra Fria e explica por que cada movimento relacionado a elas é minuciosamente observado.

Não foi um teste qualquer

A China insistiu que o lançamento fazia parte de seu treinamento anual e que havia notificado previamente os países da região. No entanto, poucas manobras geram tanta atenção quanto o disparo de um míssil balístico de um submarino nuclear estratégico no Oceano Pacífico.

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Além disso, foi uma ação praticamente sem precedentes em décadas. Pequim vinha evitando demonstrações públicas desse tipo há anos e, justamente por isso, o teste foi interpretado como uma mensagem direcionada muito além do próprio exercício militar.

Carta nunca revelada

Submarinos de mísseis são o componente mais discreto e valioso de qualquer potência nuclear. Sua principal vantagem reside em permanecerem ocultos por semanas ou meses, garantindo uma capacidade de retaliação mesmo que o país sofra um primeiro ataque.

Essa necessidade de sigilo explica por que a China raramente realizou lançamentos públicos dessas plataformas e por que cada demonstração carrega um enorme peso estratégico.

Sinal era direcionado aos Estados Unidos

Embora as autoridades chinesas tenham enfatizado que o míssil carregava uma ogiva de treinamento e não era direcionado contra nenhum país, o ...

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