Geração Z pode nunca ter casa própria ou emprego fixo, mas terá renda garantida pela IA: especialistas preveem futuro com "bolsa" financiada pela tecnologia para compensar a perda de postos de trabalho

Com o avanço da inteligência artificial entusiastas de diferentes correntes políticas discutem como redistribuir a riqueza produzida pelas máquinas

1 set 2026 - 12h38
(atualizado às 14h50)
Resumo
Diante do avanço da inteligência artificial e da consequente redução de empregos tradicionais para as novas gerações, especialistas e líderes globais propõem a criação de uma renda básica universal financiada pela própria IA. A iniciativa sugere taxar a alta produtividade e os lucros gerados por sistemas automatizados para redistribuir a riqueza à população. Modelos econômicos já estimam repasses mensais relevantes aos cidadãos para compensar a perda de postos de trabalho no futuro.
Geração Z pode nunca ter casa própria ou emprego fixo
Geração Z pode nunca ter casa própria ou emprego fixo
Foto: Imagem gerada por IA / Xataka

A inteligência artificial pode transformar o mercado de trabalho nas próximas décadas. Entre as previsões, está a possibilidade de que máquinas assumam uma parcela tão grande das atividades humanas que os governos precisem criar mecanismos para redistribuir parte da riqueza produzida pela tecnologia.

A ideia reúne defensores como de Elon Musk a Bernie Sanders — senador dos EUA —, e ganhou uma nova formulação com pesquisadores que propõem uma espécie de renda universal financiada pelos ganhos da IA. O objetivo seria garantir que a população pudesse se beneficiar do aumento da produtividade mesmo em um cenário de redução dos empregos tradicionais.

Publicidade

Renda básica turbinada pela inteligência artificial

A proposta parte de um conceito conhecido como renda básica universal, no qual o Estado realiza pagamentos regulares aos cidadãos. A diferença é que a chamada renda universal elevada pressupõe um futuro onde robôs e sistemas de IA produziriam grande parte dos bens e serviços necessários à sociedade.

Um dos defensores dessa ideia é Daniel Schreiber, fundador do MOSAIC AI Policy Institute, que desenvolveu um modelo econômico para Israel que calcula como a riqueza gerada pela inteligência artificial poderia ser redistribuída.

A proposta prevê a cobrança de impostos sobre a produção empresarial e a utilização de parte dos lucros gerados pela IA e de fundos soberanos. Em seu modelo, isso poderia financiar aproximadamente 6.750 shekels por mês para cada adulto, cerca de US$ 2.320, segundo os ...

Veja mais

Publicidade

Matérias relacionadas

O grande mistério dos banheiros públicos: qual é o propósito do formato em "U" das privadas?

Eles compraram uma casa e descobriram que antigos proprietários deixaram uma plantação de maconha

Dinheiro na palma da mão? A nova tecnologia biométrica chinesa que chega ao Brasil para substituir cartões e celulares na hora de pagar as compras

Uma folha de papel tem 0,1 mm de espessura, mas quando dobrada 27 vezes forma uma pilha mais alta que o Monte Everest; mais quinze dobras a elevam a uma altura superior à da Lua

Ir para a escola nessa vila chinesa era uma expedição de 3 horas; hoje são 30 minutos de elevador

TAGS
É fã de ciência e tecnologia? Acompanhe as notícias do Byte!
Ativar notificações