Um eclipse lunar parcial vai escurecer a Lua na noite desta quinta-feira para a madrugada de sexta-feira. O fenômeno poderá ser visto em todo o Brasil a olho nu, desde que o céu da sua região esteja limpo.
O ápice do evento promete impressionar: 96,2% do disco lunar ficará coberto pela sombra da Terra, fazendo com que o eclipse seja considerado "quase total".
Que horas começa o eclipse lunar? (Horário de Brasília)
O fenômeno terá duração total de mais de 5 horas. Confira o cronograma no fuso oficial do Brasil (UTC-3):
22h24 (Quinta-feira): Início da fase penumbral. A Lua entra na parte mais clara da sombra da Terra (mudança discreta na luz).
23h34 (Quinta-feira): Início da fase parcial. A sombra escura (umbra) começa a encobrir a Lua, criando a impressão de uma "mordida" no satélite.
01h13 (Sexta-feira): Ponto Máximo do Eclipse. Momento de maior obscurecimento, com 96,2% da Lua coberta.
02h52 (Sexta-feira): Fim da fase parcial. A sombra mais escura deixa o disco lunar.
04h02 (Sexta-feira): Fim da fase penumbral. Encerramento completo do eclipse.
Atenção ao fuso horário: Se você mora em estados com fuso diferente de Brasília, ajuste os horários:
Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima (UTC-4): Subtraia 1 hora.
Acre (UTC-5): Subtraia 2 horas.
Fernando de Noronha (UTC-2): Acrescente 1 hora.
Como assistir ao eclipse com segurança e ao vivo
Ao contrário dos eclipses solares, o eclipse lunar é 100% seguro para a visão humana e não exige o uso de óculos especiais, filtros ou equipamentos de proteção.
A olho nu: Basta olhar para o céu em um local com baixa poluição luminosa e horizonte livre.
Uso de binóculos e telescópios: São opcionais, mas ajudam a enxergar detalhes da superfície lunar e das crateras enquanto a sombra avança.
Como assistir eclipse?
Se o clima estiver chuvoso ou nublado na sua cidade, o Observatório Nacional (ON) fará a transmissão do evento ao vivo pelo YouTube.
Por que este eclipse é considerado "quase total"?
Embora a sombra da Terra vá cobrir quase a totalidade da Lua, uma pequena faixa do astro permanecerá fora da umbra (a parte mais escura da sombra terrestre).
Segundo a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional, o desalinhamento de cerca de cinco graus entre a órbita da Lua e a da Terra impede que a cobertura seja de 100%. Tecnicamente, a permanência dessa pequena borda iluminada mantém o fenômeno classificado como eclipse parcial.
Este evento faz parte da Série Saros 138, uma família de eclipses que ocorrem em intervalos regulares com características astrofísicas semelhantes.