Futuro deveria ser de painéis solares e carros elétricos: fechamento do Estreito de Ormuz nos fez voltar ao carvão

Fechamento da maior via energética do mundo destrói mito do gás natural liquefeito (GNL) como "combustível de transição" seguro do futuro Ásia está desesperadamente queimando minerais e reativando energia nuclear diante do colapso do gás natural Catar alerta que levará até cinco anos para reparar usinas

6 abr 2026 - 06h27
(atualizado às 07h09)
Foto: Xataka

A Terceira Guerra do Golfo trouxe o que décadas de cúpulas climáticas tentaram evitar: o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz apagou fez com que 20% do fornecimento mundial de petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) fosse dizimado. Diante da ameaça iminente de um apagão em larga escala, governos do mundo todo arquivaram seus planos de transição energética.

No entanto, para manter o fornecimento de energia e a economia à tona, a resposta imediata foi recorrer ao passado: queimar carvão incessantemente e reativar a energia nuclear.

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A ilusão do "combustível de transição"

A Ásia compra mais de 80% do petróleo bruto e do gás natural que passa pelo Estreito de Ormuz, mas o problema vai muito além de um simples congestionamento. Essa crise destruiu um dos principais pilares da transição energética. Como explica o The New York Times, o Gás Natural Liquefeito (GNL) foi vendido na última década como o "combustível de transição" perfeito: menos poluente que o carvão, mais confiável que as energias renováveis intermitentes e capaz de ser transportado por via marítima para qualquer canto do mundo.

Essa ponte acaba de ser destruída. Os danos estão longe de serem reparados, e estima-se que a infraestrutura atacada levará anos para voltar a operar. Além disso, o Irã transformou o Estreito de Ormuz numa espécie de "boate VIP" marítima, decidindo arbitrariamente quais navios podem passar. Ninguém pode confiar nos navios metaneiros para garantir sua soberania.

O principal problema: viver sem...

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