A Terceira Guerra do Golfo trouxe o que décadas de cúpulas climáticas tentaram evitar: o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz apagou fez com que 20% do fornecimento mundial de petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) fosse dizimado. Diante da ameaça iminente de um apagão em larga escala, governos do mundo todo arquivaram seus planos de transição energética.
No entanto, para manter o fornecimento de energia e a economia à tona, a resposta imediata foi recorrer ao passado: queimar carvão incessantemente e reativar a energia nuclear.
A ilusão do "combustível de transição"
A Ásia compra mais de 80% do petróleo bruto e do gás natural que passa pelo Estreito de Ormuz, mas o problema vai muito além de um simples congestionamento. Essa crise destruiu um dos principais pilares da transição energética. Como explica o The New York Times, o Gás Natural Liquefeito (GNL) foi vendido na última década como o "combustível de transição" perfeito: menos poluente que o carvão, mais confiável que as energias renováveis intermitentes e capaz de ser transportado por via marítima para qualquer canto do mundo.
Essa ponte acaba de ser destruída. Os danos estão longe de serem reparados, e estima-se que a infraestrutura atacada levará anos para voltar a operar. Além disso, o Irã transformou o Estreito de Ormuz numa espécie de "boate VIP" marítima, decidindo arbitrariamente quais navios podem passar. Ninguém pode confiar nos navios metaneiros para garantir sua soberania.
O principal problema: viver sem...
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