Pesquisadores da Unicamp e do CBPF desenvolveram o chip quântico supercondutor mais avançado do Brasil. Feito com nióbio e alumínio, o dispositivo opera a quase -273 °C e utiliza qubits sob o princípio da superposição para processar informações de forma revolucionária. Embora não seja um produto comercial imediato, o protótipo marca um salto histórico na ciência nacional, abrindo caminho para avanços no desenvolvimento de novos materiais e simulações moleculares complexas.
Um pequeno chip pode representar um passo importante para o desenvolvimento da computação quântica no Brasil. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) desenvolveram um protótipo supercondutor que consegue processar informações por meio de unidades que exploram propriedades da mecânica quântica.
Divulgado em fevereiro de 2022, o componente foi fabricado com materiais como nióbio e alumínio e precisa operar em temperaturas próximas de -273 °C. Embora ainda esteja longe de ser um computador quântico pronto para uso comercial, o projeto representa um avanço nas pesquisas nacionais sobre essa tecnologia.
Chip brasileiro utiliza propriedades quânticas e precisa operar perto do zero absoluto
Diferentemente dos processadores convencionais, que trabalham com informações representadas por zeros e uns, os chips quânticos utilizam unidades chamadas qubits. Enquanto um bit tradicional assume um desses dois valores por vez, um qubit pode explorar uma propriedade da mecânica quântica conhecida como superposição, que permite combinar os estados zero e um.
Mas o que isso significa na prática? A computação quântica permite realizar determinados tipos de cálculos de uma maneira diferente dos computadores convencionais, o que pode ser útil em áreas como a simulação de moléculas e o desenvolvimento de novos materiais. É essa possibilidade que desperta o interesse de pesquisadores e empresas de tecnologia. O dispositivo ...
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