Se você acha que a sua vida na cozinha é organizada ou que você sabe tudo sobre alimentos, a botânica tem uma péssima notícia para lhe dar. A divisão clássica do supermercado colocando frutas de um lado, verduras e legumes do outro, é uma construção puramente culinária e econômica que ignora quase completamente a biologia evolutiva das plantas.
A realidade, vista sob a lente do microscópio, é um pouco mais perturbadora: quando você prepara uma salada de pepino, pimentão e tomate, você não está fazendo um prato de legumes. Você está servindo uma salada de frutas. E mais especificamente: você está comendo ovários amadurecidos de plantas.
Para abalar ainda mais o seu mundinho, o conceito de "legume" quase não existe.
O segredo está nas sementes (e no sexo das plantas)
Para um botânico, a regra é clara e não deixa margem para interpretação gastronômica. Para ser considerado um fruto, o alimento precisa cumprir três requisitos básicos:
- Nascer a partir da fecundação de uma flor;
- Ser o resultado do desenvolvimento do ovário dessa flor;
- Conter as sementes (ou a promessa delas) para perpetuar a espécie.
As plantas angiospermas (aquelas que produzem flores) desenvolveram os frutos como uma estratégia de transporte. Elas "embalam" seus bebês (as sementes) em pacotes nutritivos e saborosos para que animais os comam e, horas depois, depositem essas sementes em outro lugar, devidamente adubadas.
Portanto, qualquer coisa que tenha sementes dentro e venha de uma flor é um fruto.
O termo ...
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