Falta pouco para os astronautas da missão Artemis 2 volatarem à Terra após 10 dias em órbita, com passagem pelo lado oculto da Lua. A chegada à Terra está prevista para acontecer às 21h07 no horário de Brasília, nesta sexta-feira, 10, e acontece na costa de San Diego, nos Estados Unidos, às 17h07 do horário local.
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A NASA já iniciou a transmissão ao vivo para acompanhar o retorno dos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. Veja abaixo!
A reentrada da missão Artemis II na atmosfera terrestre deve provocar um fenômeno que poderá ser percebido por moradores do sul da Califórnia. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, um estrondo sônico poderá ser ouvido e até sentido na região entre 17h e 17h15 no horário local (20h a 20h15 no horário do leste dos EUA).
O fenômeno, conhecido como explosão sônica, ocorre quando uma aeronave ou espaçonave ultrapassa a velocidade do som. Nesse momento, o veículo gera uma onda de choque ao atravessar o ar, formando um cone de pressão que se propaga em todas as direções ao longo da trajetória e alcança o solo. Quando essa pressão é liberada de forma abrupta, o resultado é um som alto e repentino, frequentemente descrito como um estrondo intenso.
A chegada da cápsula Orion também colocará à prova sua resistência a temperaturas extremas, que podem atingir cerca de 2.700 °C. A segurança da reentrada depende do desempenho do escudo térmico da nave, um dos testes mais críticos da missão Artemis 2. Uma verdadeira bola de fogo.
Como será o passo a passo da volta? Veja abaixo!
Preparação no espaço
Antes de começar a descida, os astronautas realizam uma série de preparativos dentro da cápsula Orion. Eles organizam os equipamentos, ajustam os assentos e garantem que tudo esteja seguro para a reentrada.
Além disso, a equipe revisa informações essenciais, como condições meteorológicas, trajetória de retorno e procedimentos de emergência. Também são feitas manobras de correção de rota para alinhar a espaçonave com precisão em direção à Terra.
Correção final da trajetória
Poucas horas antes da reentrada, os propulsores da Orion são acionados para um último ajuste de trajetória. Essa queima garante que a cápsula esteja no ângulo correto para entrar na atmosfera terrestre com segurança.
Esse alinhamento é fundamental: qualquer desvio pode comprometer toda a operação de retorno.
Separação do módulo de serviço
Cerca de 20 minutos antes de atingir a atmosfera, o módulo de serviço da Orion se separa da cápsula tripulada. A partir desse momento, apenas a cápsula segue rumo à Terra.
Logo depois, uma última queima de ajuste é realizada para refinar ainda mais a trajetória de reentrada.
Entrada na atmosfera em alta velocidade
A cápsula entra na atmosfera a cerca de 38 mil km/h, enfrentando temperaturas que podem ultrapassar 2.700 °C. Nesse momento, ocorre um fenômeno conhecido como blackout: uma camada de plasma se forma ao redor da nave, interrompendo a comunicação com a Terra por cerca de seis minutos.
Dentro da cápsula, os astronautas também sentem a força da desaceleração, que pode chegar a 3,9 vezes a gravidade terrestre.
Abertura dos paraquedas
Após atravessar a parte mais crítica da reentrada, a Orion inicia a abertura dos paraquedas em etapas: Primeiro, os paraquedas de frenagem, a cerca de 6,7 km de altitude; depois, os três paraquedas principais, a aproximadamente 1,8 km. Esse sistema reduz drasticamente a velocidade da cápsula, permitindo um pouso seguro no oceano.
Pouso no oceano
A cápsula realiza o chamado splashdown no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, nos Estados Unidos. Esse tipo de pouso é tradicional em missões espaciais e ajuda a amortecer o impacto final da descida.
Resgate da tripulação
Após o pouso, equipes de resgate entram em ação. Em até duas horas, os astronautas são retirados da cápsula com o auxílio de helicópteros. Eles são levados para o navio militar USS John P. Murtha, onde passam pelas primeiras avaliações médicas após a missão.
Retorno à Terra firme
Depois do resgate, a tripulação segue para o continente e embarca rumo ao Centro Espacial Johnson, no Texas. Lá, os astronautas continuam sendo monitorados por equipes médicas e científicas, encerrando oficialmente a missão.
*Com informações da NBC