Cientistas de Stanford e universidades chinesas descobriram que os plasmalogênios, lipídios abundantes em ascídias — iguarias marinhas asiáticas —, revertem o envelhecimento cerebral. Em testes de dois meses com camundongas idosas, a reposição dessas moléculas reduziu a inflamação no hipocampo, aumentou as conexões neurais e melhorou a memória e o aprendizado, abrindo caminhos para novos tratamentos contra o declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.
Um composto presente em ascídias, animais marinhos consumidos como iguaria em alguns lugares da Ásia, pode ajudar a combater alterações associadas ao envelhecimento cerebral. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade Stanford, da Universidade Xi'an Jiaotong-Liverpool, da Universidade Shanghai Jiao Tong e da Universidade da Academia Chinesa de Ciências, em um estudo publicado na revista Frontiers in Molecular Biosciences. Nos experimentos, camundongas idosas receberam plasmalogênios, lipídios encontrados em altas concentrações nas ascídias, durante dois meses. Para a surpresa dos cientistas, ao final do experimento, os animais apresentaram melhora em testes de memória e aprendizado, além de mais conexões neurais e menor inflamação no hipocampo.
Plasmalogênios ajudaram a recuperar memória e conexões no cérebro envelhecido
Os pesquisadores foram além dos testes de memória para entender o que poderia estar por trás dessas mudanças no cérebro dos animais. A investigação levou aos plasmalogênios, um tipo de fosfolipídio que participa da estrutura e do funcionamento das membranas celulares. Essas moléculas estão presentes naturalmente no organismo e são abundantes no cérebro, coração e células imunológicas, mas seus níveis geralmente diminuem com o envelhecimento. Reduções semelhantes também já foram associadas a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson.
Para descobrir o que aconteceria ao repor essas moléculas, a equipe utilizou camundongas C57BL/6J,...
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