China lança sonda Einstein para explorar mistérios do Universo

Observatório de raios X é fruto de parceria com a ESA

9 jan 2024 - 12h56
(atualizado às 13h35)

A China lançou nesta terça-feira (9) a sonda Einstein, fruto de uma parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA) e o Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, da Alemanha, para observar os raios X emitidos por alguns dos fenômenos mais violentos do Universo, como supernovas ou colisões de buracos negros e estrelas de nêutrons.

O lançamento ocorreu na base chinesa de Xichang, com um foguete Longa Marcha 2C. "Gostaria de parabenizar nossos colegas da Academia Chinesa de Ciências pelo lançamento bem-sucedido de uma missão inovadora que está pronta para fazer grandes avanços no campo da astronomia em raio X", disse a diretora de ciências da ESA, Carole Mundell.

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A sonda orbita a Terra a uma altitude de aproximadamente 600 quilômetros e completa uma volta no planeta a cada 96 minutos.

Os próximos seis meses serão dedicados a testar e calibrar os instrumentos, e o equipamento deve operar por pelo menos três anos.

"Graças ao seu olhar único e amplo, seremos capazes de captar os raios X das colisões entre estrelas de nêutrons e descobrir o que está causando algumas das ondas gravitacionais que detectamos na Terra", disse Erik Kuulkers, cientista do Projeto Sonda Einstein na ESA.  

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