Um acordo espacial assinado por Itália e Estados Unidos nesta terça-feira (31) prevê que um astronauta italiano participe de missões tripuladas à Lua nos próximos anos.
O memorando foi firmado pelo ministro das Empresas e do Made in Italy, Adolfo Urso, e pelo administrador da Nasa, a agência espacial americana, Jared Isaacman, em Washington.
O acordo tem como objetivo estabelecer uma colaboração entre os dois países para a construção de módulos habitacionais para a futura base permanente da Nasa na Lua, no âmbito do programa Artemis.
"Uma longa cooperação espacial, agora ainda mais profunda, levará à criação de uma base na Lua e um astronauta italiano a caminhar na superfície lunar", disse o presidente da Agência Espacial Italiana (ASI), Teodoro Valente, em mensagem no X.
"A experiência e a tecnologia italianas abrem todas as portas para a exploração espacial", acrescentou. Já o ministro Urso declarou que o país europeu será "protagonista dessa nova fase da exploração lunar, com a presença de pelo menos um astronauta italiano nas futuras missões do programa Artemis".
A Nasa deve lançar nesta quarta-feira (1º) o voo Artemis 2, que prevê um sobrevoo tripulado no lado oculto da Lua com quatro astronautas ? três dos EUA e um do Canadá. Se a viagem for bem-sucedida, a agência planeja realizar um pouso tripulado no satélite ainda nesta década.
Ao todo, pelo menos três europeus estão destinados a viajar à Lua no âmbito do programa Artemis, sendo um italiano, um francês e um alemão ? até hoje, apenas 12 homens, todos eles americanos, pisaram no satélite.
Pela Itália, dois nomes despontam como fortes candidatos: Luca Parmitano e Samantha Cristoforetti, que já passaram 366 e 370 dias, respectivamente, em missões na Estação Espacial Internacional (ISS).