A humanidade tem como objetivo chegar a Marte e, eventualmente, estabelecer uma colônia por lá. Missões como o rover Curiosity, da NASA, passaram anos examinando a superfície do planeta em busca de sinais de habitabilidade passada (com descobertas promissoras que ainda deixam grandes incógnitas), e o programa Artemis II é o trampolim tecnológico rumo à primeira missão tripulada a Marte.
Mais cedo ou mais tarde, chegará o dia em que a humanidade pisará em Marte e criará (ou adaptará) as condições para habitá-lo. Então, surgirá a próxima questão: como construir uma casa lá? Não se trata tanto de design, mas de sobrevivência. Uma equipe de pesquisa já está trabalhando nisso e acredita ter encontrado a solução, publicada na revista Frontiers in Microbiology.
A proposta dos pesquisadores do Politecnico di Milano, da Universidade da Flórida Central e da Universidade de Jiangsu consiste em usar duas bactérias que trabalham em conjunto: uma é capaz de sobreviver em condições extremas e produzir oxigênio, enquanto a outra transforma urina humana em pedra. Esse duo promissor é capaz de fabricar tijolos diretamente do solo marciano, sem necessidade de fornos, fábricas ou transporte de materiais da Terra.
Do ponto de vista da engenharia, transportar materiais e maquinário a longas distâncias (tão longas quanto ir até Marte) é tecnicamente inviável devido ao custo. Além disso, usar os materiais nativos de Marte para construir ainda não é uma opção.
Assim, esse conceito resolve esses dois ...
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