A China produziu tantos painéis solares que quebrou uma regra histórica: esqueça os telhados, a solução barata agora é colocá-los em outro lugar

Muros que geram eletrecidade têm se tornado opção prática e econômica

24 fev 2026 - 17h21
(atualizado em 25/2/2026 às 15h15)
Foto: Xataka

Durante décadas, a energia solar esteve associada a telhados inclinados e grandes usinas fotovoltaicas. Agora, uma nova tendência começa a mudar essa lógica: a transformação de muros e cercas em superfícies geradoras de energia. A ideia, que parecia pouco eficiente há alguns anos, tornou-se viável com a queda nos preços dos painéis solares, puxada principalmente pela produção em massa na China.

Em alguns mercados, os módulos são vendidos a cerca de US$ 0,10 por watt, um valor quase simbólico quando comparado aos preços praticados em 2010 — acima de US$ 1 por watt. O recuo acumulado de cerca de 50% desde 2022 quebrou paradigmas: agora, até mesmo as superfícies consideradas "não ideais" — como paredes verticais, podem gerar energia de forma economica.

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Produção em massa na China e queda histórica de preços

A principal razão por trás da nova forma de utilização da energia solar é a capacidade industrial chinesa, que cresceu em todas as etapas da cadeia — da purificação do silício à montagem dos módulos. Esse aumento na oferta global ultrapassou a demanda e derrubou os preços de forma acelerada, tornando os painéis solares o componente mais acessível da história da energia limpa.

Enquanto em 2017 os módulos ainda custavam cerca de US$ 0,40 por watt no mercado internacional, em 2024 o valor caiu para um quarto disso. A diferença muda toda a matemática do setor: quando o painel era caro, cada watt precisava estar na posição mais eficiente possível; hoje, o foco está no ...

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