Há alguns anos, a Polinésia Francesa assinou um acordo para estudar a criação da primeira cidade flutuante semiautônoma do mundo. O projeto nunca chegou a ser construído, mas demonstrou que a ideia de viver permanentemente no oceano havia deixado de ser uma simples fantasia de ficção científica.
Três décadas depois de ter sido concebida, a ideia continua viva. O Freedom Ship foi apresentado como uma gigantesca cidade flutuante com quase 1,6 km de comprimento, cerca de 240 metros de largura e 30 conveses de altura, projetada para abrigar aproximadamente 80 mil pessoas entre moradores permanentes, visitantes e tripulação.
Com um custo estimado de 12 bilhões de libras esterlinas, ele seria várias vezes maior do que os maiores navios de cruzeiro atuais e teria capacidade para receber uma população semelhante à de uma cidade de médio porte, tornando-se uma das estruturas móveis mais ambiciosas já imaginadas.
O conceito rompe com a lógica tradicional dos cruzeiros porque não foi pensado para realizar viagens, mas para se tornar um lugar onde as pessoas possam viver de forma permanente. Cerca de 50 mil moradores poderiam estabelecer ali seu lar enquanto a cidade navega lentamente ao redor do mundo, completando uma volta ao planeta a cada dois anos e meio, aproximadamente.
Devido ao seu tamanho, a embarcação não poderia atracar em portos convencionais, permanecendo em águas internacionais e utilizando balsas e embarcações auxiliares para se conectar ao continente. Os habitantes teriam...
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