Veneno de abelha pode substituir tratamento quimioterápico do câncer de mama; entenda
O mais usado atualmente costuma ser muito invasivo, sendo assim, pesquisadores estão em constante procura para encontrar alternativas mais leves, como o da melittina
O tratamento quimioterápico costuma ser muito invasivo, sendo assim, pesquisadores estão em constante procura para encontrar alternativas mais leves. Dessa forma, recentemente, australianos descobriram que o veneno de abelha é capaz de elimitar células do câncer de mama. Saiba mais detalhes:
Veneno de abelha pode tratar o câncer de mama
A melittina, elemento principal do veneno de abelha, tende a ser efetivo no tratamento do câncer de mama, e testes in vitro comprovaram isso. O estudo, que apareceu na revista npj Precision Oncology, apontou que, em menos de 60 minutos, a substância impediu a ativação dos receptores de crescimento celular EGFR e HER2 - responsáveis pela sobrevivência das células tumorais. Ademais, diferente do que acontece na quimioterapia, as células saudáveis se preservaram. Mais detalhadamente, os especialistas afirmaram que o tempo de resposta foi rápido. Isso porque as vias de crescimento foram bloqueadas após 20 minutos e a morte da células ocorreu dentro de uma hora.
A descoberta é extremamente importante, pois a melittina permite que tratamentos mais seletivos e de baixo custo ocorram em regiões que não possuem acesso à saúde de ponta. Porém, para isso, seria necessário produzir o composto em larga escala, de forma sintética ou biológica; prevenir os efeitos colaterais em ensaios clínicos humanos e ainda obter a aprovação das autoridades para ser comercializado.
Engenheiros da USP criam novo exame de mama indolor
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), se estima que, até o final de 2025, surjam 73.610 novos casos de câncer de mama. Esse tipo de tumor é o mais comum entre as mulheres, com uma taxa de 66,54 casos a cada 100 mil. Em contraposição, os exames, atualmente utilizados para sua detecção, apresentam baixa eficácia em casos de alta densidade mamária, além de causarem dor e oferecerem possíveis riscos à saúde. Como alternativa, pesquisadores brasileiros da Poli-USP desenvolveram um aparelho inovador que promete identificar a doença de forma indolor, por meio de micro-ondas. e leia a matéria completa.