Ultraprocessados também afetam o meio ambiente; entenda por quê
Além dos impactos na saúde, alimentos ultraprocessados também contribuem para problemas ambientais, desde a produção até o descarte das embalagens
Quando o assunto é alimento ultraprocessado, a maioria das pessoas pensa primeiro nos impactos para a saúde. No entanto, esse tipo de produto também gera consequências importantes para o meio ambiente, desde a produção até o descarte das embalagens. Segundo especialistas ouvidos pela Rádio USP, a fabricação de ultraprocessados exige uma cadeia produtiva complexa, com alto consumo de energia, água, transporte e materiais de embalagem. Além disso, esses produtos costumam gerar uma quantidade maior de resíduos quando comparados aos alimentos in natura ou minimamente processados. Dessa forma, os impactos vão muito além da alimentação.
1. A produção consome mais recursos naturais
Os alimentos ultraprocessados passam por diversas etapas industriais antes de chegarem às prateleiras. Esse processo utiliza mais energia, água e matérias-primas do que alimentos frescos. Como consequência, a produção costuma gerar uma pegada ambiental maior. Ao mesmo tempo, o transporte entre diferentes etapas também aumenta o consumo de combustíveis. Por isso, cada fase da produção contribui para ampliar esse impacto.
2. As embalagens aumentam a geração de lixo
Grande parte dos ultraprocessados chega ao consumidor em embalagens plásticas, metalizadas ou compostas por diferentes materiais. Muitas delas apresentam baixa taxa de reciclagem ou são difíceis de reaproveitar. Por isso, acabam contribuindo para o aumento do volume de resíduos sólidos. Além do mais, o descarte inadequado pode causar impactos duradouros ao meio ambiente. Com isso, reduzir o consumo também significa gerar menos lixo.
3. O transporte também pesa na conta
Em muitos casos, os ingredientes percorrem longas distâncias antes da fabricação, e o produto final ainda passa por centros de distribuição até chegar aos mercados. Esse deslocamento aumenta a emissão de gases de efeito estufa. Consequentemente, o impacto ambiental vai além da produção dos alimentos. Da mesma forma, cadeias de distribuição mais longas exigem um consumo maior de combustível.
4. Alimentos frescos costumam ter menor impacto
Frutas, legumes, verduras e outros alimentos in natura geralmente passam por menos processos industriais. Além disso, quando são produzidos localmente e vendidos sem excesso de embalagens, tendem a gerar menos impactos ambientais. Nesse sentido, incluir mais desses alimentos na rotina pode beneficiar tanto a saúde quanto o planeta. Assim, pequenas mudanças na alimentação também podem contribuir para um consumo mais sustentável.
5. Pequenas escolhas fazem diferença
Reduzir o consumo de ultraprocessados não significa eliminar todos eles da alimentação. A proposta é priorizar, sempre que possível, alimentos frescos e preparações caseiras. Dessa maneira, além de favorecer uma alimentação mais equilibrada, essa escolha também ajuda a diminuir os impactos ambientais relacionados à produção e ao descarte desses produtos. Por fim, consumir de forma mais consciente beneficia tanto o organismo quanto o meio ambiente.
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