Torre mais alta dos EUA ganhará novo nome
Gisele Lobato
Ela já foi a maior do mundo, até megalômanos asiáticos estragarem a festa com alguns andares a mais. Em breve, ela também deixará de ser The Sears Tower, o edifício mais alto dos Estados Unidos, em Chicago. Desta vez, a facada vem do velho colonizador.
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Ao assinar um contrato para transferir 500 funcionários para 13.000 metros quadrados do prédio, a seguradora inglesa Willis Group adquiriu o direito de rebatizar a torre. Sears, o nome antigo, fazia referência a uma rede de lojas de departamento norte-americana, que construiu o edifício para ser sua sede. A concorrência dos Wal Mart da vida veio para acabar com o sonho cor-de-rosa da Sears, que continuou grande, mas em um prédio menor. Mesmo tendo deixado sua torre em 1992, o nome se mantinha.
Subir a futura The Willis Tower é o ápice de uma visita à maior região metropolitana do estado de Illinois, tanto que 1,5 milhão de pessoas executam o percurso anualmente. O passeio começa atravessando um detector de metais, e termina no 103º andar. O elevador que faz os ouvidos estalarem demora 70 segundos entre um ponto e outro. Antes, na longa espera da fila, um filme entretém os visitantes com dados sobre a construção.
Quem escolher um dia de céu limpo tem lá do alto uma vista fenomenal. Além de toda a cidade de Chicago, e do grande lago que a banha, é possível enxergar até outros estados - Indiana, Michigan e Wisconsin. O melhor horário para subir, ironicamente também o menos cheio, é depois das 17h, quando do lado de fora do vidro o sol começa a se pôr sobre as alinhadas ruas da cidade.
Se o novo nome vai pegar, não se sabe, mas chamando Sears ou Willis, a torre continuará lá, reinando absoluta na silhueta de Chicago. Pelo menos até um novo empreendimento gigante chegar para lhe fazer sombra.
The Sears Tower: site www.the-skydeck.com. Endreço: 233 S Wacker Dr, The Loop, Chicago, EUA. Horário: diariamente, das 10h às 22h, entre abril e setembro, e das 10h às 20h, nos outros meses do ano. Preços: US$ 12,95 (adultos) e US$ 9,50 (crianças entre 3 e 11 anos). Menores de 3 anos não pagam.